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Campo Grande, Segunda-feira, 18 de Dezembro de 2017

30/04/2010 14:42

Embrapa utiliza radiotransmissor para estudo de jacarés

Redação

Com o objetivo de conhecer o comportamento e a relação com o habitat, pesquisadores da Embrapa Pantanal iniciaram o acompanhamento de jacarés no Pantanal e em seu entorno utilizado a técnica da radiotelemetria. Trata-se do implante de radiotransmissor dentro da membrana que reveste internamente o abdômen do animal.

A técnica de radiotelemetria é usada para obter informações necessárias para conservar e manejar as espécies e também permite elucidar e revelar segredos da história de vida dos animais. No momento, um jacaré adulto da espécie Paleosuchus palpebrosus está sendo monitorado na região da Serra do Urucum, no entorno do Pantanal.

Porém, de 1989 a 1999, a Embrapa Pantanal já acompanhou 51 jacarés, Caiman crocodilus yacare, na região central do Pantanal, com o objetivo de determinar taxa de dispersão e comportamento de termorregulação.

Segundo a pesquisadora Zilca Campos, responsável pelos estudos, os jacarés são animais ectotérmicos, isto é, a temperatura corporal é controlada pelo ambiente. "Nós buscamos conhecer sua temperatura corporal e as relações com as temperaturas do ar e da água e o comportamento. Esse conhecimento ajudará a entender sua biologia e como eles se relacionam com o ambiente em que vivem. Em breve, novos indivíduos, jovens e adultos, serão monitorados com a técnica", afirma.

Resultados - Segundo a pesquisadora, a temperatura corporal alta, em dias de verão, influencia no comportamento de alimentação, movimentação e reprodução. "Em dias mais frios, os jacarés precisam se aquecer pelo comportamento de exposição ao sol, para elevar sua temperatura acima da temperatura da água", explica. O animal também pode permanecer imóvel, em buracos ou folhagens, esperando as temperaturas subirem.

Esse tipo de estudo já foi feito com o jacaré-do-Pantanal e recentemente vem sendo realizado com o jacaré-paguá, que vive no entorno do Pantanal em pequenos riachos e cabeceiras de rios que drenam o Pantanal. "Aparentemente, eles suportam temperaturas mais baixas do que os jacarés do Pantanal, muito em função das características do ambiente de águas mais frias e correntes", disse Zilca.

A experiência com o uso da técnica da radiotelemetria permitiu concluir que o movimento tem um papel importante na vida dos jacarés. O movimento diurno pode ser para termorregular, e em longo prazo para dispersar entre habitats. "

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