Mato Grosso do Sul fechou o ano com perda de 11,2 mil empregos formais
Em dezembro todos os principais setores da economia estadual apresentaram mais desligamentos que admissões
Mato Grosso do Sul encerrou dezembro de 2025 com saldo negativo no mercado de trabalho formal de empregos, conforme dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados).
RESUMO
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Mato Grosso do Sul encerrou dezembro de 2025 com saldo negativo de 11.281 empregos formais, segundo dados do Caged. O estado registrou 22.087 admissões e 33.368 desligamentos, com destaque para o setor de serviços, que teve a maior retração. Campo Grande, a capital, concentrou parte significativa da queda, com saldo negativo de 4.078 vagas. No cenário nacional, a geração de empregos formais perdeu ritmo em 2025, com criação líquida de 1.279.498 vagas, 23,73% inferior a 2024. Dezembro foi marcado por 618.164 demissões, o pior desempenho para o mês desde 2020. Apesar disso, todos os setores econômicos fecharam o ano com saldo positivo, liderados pelo Sudeste. O salário médio de admissão em dezembro foi de R$ 2.303,78, com leve recuo em relação a novembro.
No mês, o Estado registrou 22.087 admissões e 33.368 desligamentos, resultando na eliminação de 11.281 postos de trabalho com carteira assinada. Mesmo com a retração, o estoque de empregos formais permaneceu em 689.951 vínculos ativos.
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Em Campo Grande, a Capital concentrou parte significativa da queda. Foram 7.850 contratações frente a 11.928 demissões, o que gerou saldo negativo de 4.078 vagas. O município fechou dezembro com estoque de 251.827 empregos formais.
Todos os principais setores da economia sul-mato-grossense apresentaram mais desligamentos do que admissões no mês. O setor de serviços foi o mais impactado, com 8.152 contratações e 13.493 demissões, saldo negativo de 5.341 vagas.
O comércio também encerrou dezembro no vermelho, com 6.402 admissões e 7.651 desligamentos. Na indústria, foram 3.364 contratados e 4.556 desligados. A agropecuária contabilizou 3.097 admissões contra 4.654 demissões, enquanto a construção civil apresentou uma das maiores retrações proporcionais, com 1.072 contratações e 3.014 desligamentos.
Cenário nacional – pressionado pelos juros elevados e pela desaceleração da economia, a geração de empregos formais perdeu ritmo em 2025. Dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego, apontam a criação líquida de 1.279.498 vagas com carteira assinada no acumulado do ano, resultado 23,73% inferior ao registrado em 2024, quando o saldo foi de 1.677.575 postos.
Somente em dezembro, mês tradicionalmente marcado por demissões, o Brasil fechou 618.164 empregos formais, número 11,29% maior do que o registrado no mesmo mês de 2024. Foi o pior desempenho para meses de dezembro desde 2020, já considerando a atual metodologia do Caged.
Apesar do resultado negativo no último mês do ano, todos os cinco setores econômicos apresentaram saldo positivo no acumulado de 2025.
O setor de serviços liderou a geração de empregos, com 758.355 vagas, seguido pelo comércio (247.097), indústria (144.319), construção civil (87.878) e agropecuária (41.870).
Regionalmente, todas as regiões do país fecharam o ano com saldo positivo. O Sudeste liderou, com 504.972 vagas, seguido pelo Nordeste (347.940), Sul (186.126), Centro-Oeste (149.530) e Norte (90.613). Entre os estados, São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia apresentaram os maiores saldos de emprego em 2025.
O salário médio real de admissão em dezembro de 2025 foi de R$ 2.303,78, registrando leve recuo em relação a novembro de 2025, quando o valor era de R$ 2.315,44, uma variação negativa de R$ 11,86 (–0,51%).
Na comparação com dezembro do ano anterior, já descontados os efeitos sazonais, o indicador apresentou aumento de R$ 57,18, o que corresponde a uma alta de 2,55%.


