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Campo Grande, Quarta-feira, 22 de Agosto de 2018

01/09/2010 08:23

Empresários de Dourados são ouvidos na Polícia Federal

Redação

Empresários de Dourados estão sendo ouvidos na delegacia da PF (Polícia Federal). Hoje, a PF deflagrou a Operação Uragano (furacão em italiano) e vai cumprir 29 mandados de prisão temporária e 38 conduções coercitivas.

Estão na delegacia os empresário Celso Dal Lago, dono de usina no município, e Edson Freitas da Silva, da empresa de construção civil Vale Velho. Contudo, a polícia não informa se os empresários estão presos ou somente prestando informações.

A ação que investiga direcionamento de licitações por meio de corrupção de servidores públicos e agentes políticos. De acordo com a PF, o prefeito Ari Artuzi (PDT) chefiava o esquema. Ele e mais nove dos 12 vereadores da cidade foram presos.

A primeira-dama Maria Artuzi foi presa em Brasília, onde participava de evento sobre políticas públicas para a mulher. Foram apreendidos cerca de R$ 100 mil na casa do prefeito.

A operação devastou a prefeitura de Dourados e o poder legislativo. Foram detidos o presidente da Câmara e candidato a deputado estadual, Sidlei Alves (DEM), Humberto Teixeira Júnior (PDT), Aurélio Bonatto (PDT), Zezinho da Farmácia (PSDB), José Carlos Cimatti (PSB) e Marcelo Barros (DEM). O vereador Gino José Ferreira (DEM), segundo suplente de senador de Waldemir Moka (PMDB), apenas prestou depoimento.

De novo - A exemplo da Operação Owari, realizada em julho do ano passado, o primeiro escalão da prefeitura foi novamente desmontado. Estão detidos os secretários municipais Ignes Boschetti (Finanças), Dirson Sá (Obras), Marcelo Hall (Serviços Urbanos), Alziro Moreno (advogado-geral do município), Tatiane Moreno (Administração).

Também há informações que foram detidos Edmilson Moraes (secretário de Educação) e Dirceu Degutti (secretário-adjunto de Saúde). A PF apreendeu documentos na casa do vice-prefeito Carlinhos Cantor. Ainda foi detido Darci Caldo, ex-secretário de governo que deixou o cargo após ser preso pela PF na operação Owari.

Pagamento - De acordo com a PF, as fraudes consistiamm no direcionamento de licitações por meio de corrupção de servidores públicos e agentes políticos. Os acordos fechados com as empresas escolhidas ilicitamente rendiam 10% do valor do contrato.

Os valores arrecadados serviam para o pagamento de diversos vereadores de Dourados, para caixa de campanha e compra de bens pessoais do prefeito. As investigações começaram em maio deste ano.

As prisões foram autorizadas pelo TJ/MS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) e pela 1ª Vara Criminal de Dourados. (Colaborou Antônio Coca, do Dourados News).

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