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Campo Grande, Terça-feira, 23 de Janeiro de 2018

26/07/2013 23:23

Estudantes de medicina vão pressionar universidades que aderirem ao Mais Médicos

Agência Brasil

Em reunião com o presidente da Federação Nacional dos Médicos, Geraldo Ferreira, representantes de alunos de cursos de medicina de 11 estados e do Distrito Federal decidiram hoje (26) que vão pressionar as instituições de ensino em todo país para que evitem a adesão ao Programa Mais Médicos.

No último dia 8, o governo divulgou a criação do Mais Médicos. O objetivo, segundo as autoridades, é estimular que profissionais médicos atuem em regiões carentes do país. Porém, o programa permite a contratação de médicos estrangeiros sem a revalidação do diploma, e inclui dois anos a mais no curso de medicina para atuação no Sistema Único de Saúde. A proposta gerou polêmicas entre estudantes e médicos.

“Se nós [médicos brasileiros] quando vamos atuar em outros países, temos de comprovar que sabemos a língua e conhecimento em medicina, no Brasil não pode ser só chegar aqui e começar a trabalhar”, ressaltou a estudante de medicina Constance Otoni, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

De acordo com o estudante Leandro de Oliveira Trovão, a Universidade Federal do Maranhão decidiu que os professores não estarão disponíveis para tutorar médicos formados no exterior, que não tenham revalidado seu diploma. Segundo a Fenam, cinco universidades seguiram o mesmo caminho. O Ministério da Saúde informou que 41 universidades federais se inscreveram no Mais Médicos.

Nos próximos dias 30 e 31, estudantes de medicina e profissionais do setor prometeram fazer manifestações, nas principais cidades do país, para protestar contra o Programa Mais Médicos. Também estão sendo organizados protestos para a primeira semana de agosto.

Na reunião de hoje, estudantes e profissionais também criticaram a inclusão de dois anos extras no curso de medicina, conforme determina o Programa Mais Médicos, assim como condenaram a aplicação do Revalida a estudantes de medicina de instituições de ensino do país.

Os estudantes anunciaram que vão boicotar o processo de aplicação do Revalida para os brasileiros. “O Revalida não tem relação com os estudantes brasileiros. Uma eventual avaliação deve ser feita com outros mecanismos”, disse Geraldo Ferreira, apoiando o manifesto dos universitários.

O presidente do Centro Acadêmico de Medicina da Faculdades Integradas do Planalto Central (Faciplac), Mateus Leal, informou que será feito um esforço conjunto para impedir que o programa vá adiante. “Vamos fazer uma marcha com estudantes de todo o país nos dias de paralisação. Vamos até o Congresso pedir a anulação dessa MP [medida provisória] e a derrubada dos vetos da presidente a itens do Projeto de Lei do Ato Médico”, disse.

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Existe muito cooperativismo na medicina, tudo para manter altos salários e baixa concorrência, o Governo investe altíssimo nos filhos da classe burguesa através de Universidades Públicas para não ter um retorno digno através do serviço público obrigatório. Isso tem que acabar! Médicos Estrangeiros já ou revalida para todos os médicos, inclusive os mais antigos que não se reciclaram.
 
Carlos Magno em 31/07/2013 11:09:46
Sou favorável que alunos de medicina formados em universidades públicas prestem um ano de serviço em cidades do interior em unidades do SUS como retribuição ao Estado por sua formação, afinal de contas o Estado está investindo no aluno. Sendo assim, substitua os dois anos a mais por esse ano de serviço relevante...
 
Ronaldo Pissurno em 27/07/2013 07:36:39
Os estudantes já começam entrar no esquema do corporativismo da classe médica porque o que lhes interessam não é ajudar o povo sofrido é o bolso e a vida confortável deles nas grandes cidades e de preferência nas capitais do país, daí vem com um montão de desculpas as mais esfarrapadas com intuito de prejudicar o projeto do governo.Fiquem sabendo que a sociedade está no limite do pouco caso que os senhores médicos vem fazendo com a sociedade.A mentalidade do povo vem mudando exigindo os seus direitos. Alguém disse:"Pode-se enganar um povo por algum tempo mas não pode enganar este mesmo povo por todo o tempo"Centenas estudam nas Universidades Federais,às custas do dinheiro do povo e agora ficam com conversa fiada.Faltam-lhes a decência e a coerência;já dizem que tipo de profissional vão ser
 
João Alves de Souza em 27/07/2013 01:46:28
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