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Campo Grande, Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017

18/05/2010 14:09

Falha em BO atrasa inquérito sobre morte de comerciante

Redação

Um equívoco no registro do boletim de ocorrência feito sobre o latrocínio que vitimou o comerciante Valdemir João da Cruz, de 59 anos, na noite do dia 7 deste mês compromete as investigações e a prisão dos autores do crime. Passados 10 dias do crime, ainda não há delegacia responsável pela investigação.

Inicialmente registrado como tentativa de roubo de uma motocicleta na Vila Carvalho, o caso que se tratava na verdade de latrocínio na Nha-Nhá teve que ser transferido da Defurv (Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Veículos) para a Derf (Delegacia Especializada de Roubos e Furtos). Entretanto, uma semana após o anúncio do erro no boletim de ocorrência, o caso ainda não chegou à outra unidade policial, atrasando o andamento dos trabalhos.

Na última terça-feira (11), o delegado Alberto Vieira Rossi informou que a transferência seria necessária, após ouvir um funcionário e a esposa do comerciante e constatar que os assaltantes procuravam o dinheiro do caixa do Supermercado Maninho, e não a motocicleta dos proprietários.

Hoje, o delegado confirmou à assessoria da Polícia Civil que o inquérito foi encaminhado, mas na Derf a informação é de que ele ainda não chegou.

O delegado titular da Derf, Roberval Maurício Cardoso Rodrigues, garante que ainda não recebeu o procedimento para dar o despacho necessário à continuidade das investigações.

Crime - Adailton Fermino da Silva, de 53 anos, era funcionário do comerciante há 33 anos e presenciou o crime. Ele contou que fechava as portas do comércio pelo lado de fora, quando sentiu um cano de revólver encostado em sua costela e ouviu um homem anunciar o assalto.

Próximo dali estava uma motocicleta parada embaixo de uma árvore, e o outro assaltante desceu e entrou no mercado se dirigindo ao caixa, onde estava a esposa do proprietário. Após pegar a quantia, começou a discutir com a mulher reclamando que havia pouco dinheiro.

"Maninho", como era conhecido Cruz, morava no mesmo prédio do estabelecimento comercial, um sobrado. Ao sair do banheiro, viu a discussão com sua mulher. Foi quando o bandido o rendeu e segurou as mãos dele atrás do corpo. Maninho tentou se defender, mas foi atingido pelo disparo feito pelo ladrão que estava na entrada do estabelecimento.

O funcionário entrou em luta corporal com os assaltantes para que eles não conseguissem fugir na motocicleta em que estavam. Eles escaparam a pé do local e não foram localizados. Informações dos policiais que participaram das rondas feitas na ocasião indicaram que os dois roubaram outras duas motocicletas na região, e conseguiram escapar.

Suspeitos - Um dia depois do crime, foram presos dois suspeitos da morte do comerciante. Um adolescente e um homem identificado como Jackson dos Santos receberam flagrante pelo roubo de duas motocicletas e porte ilegal de armas e a Polícia informou que iria investigar a participação deles no latrocínio.

Seria feito exame residuográfico nos acusados para saber se havia resíduo de disparo, mas o resultado não foi divulgado.

Outros dois homens eram suspeitos da autoria do crime e procurados pela Polícia, mas as identificações também não foram divulgadas. Até o momento, ninguém foi preso pelo latrocínio.

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