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Campo Grande, Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017

31/05/2013 15:58

Fazendeiros querem Exército e Força Nacional para enfrentar índios em MS

Luciana Brazil
Riedel diz que situação é tensa em fazendas. (Foto: Marcos Ermínio)Riedel diz que situação é tensa em fazendas. (Foto: Marcos Ermínio)

O presidente da Famasul (Federação Agricultura e Agropecuária de Mato Grosso do Sul), Eduardo Riedel, afirmou na tarde de hoje, durante coletiva de imprensa, que vai solicitar ao Governo Federal apoio do Exército e da Força Nacional para ajudar a apaziguar o conflito entre índios e fazendeiros, na região de Sidrolândia.

Riedel ressaltou que a situação é tensa na região e que outro conflito é eminente, se não houver providências urgentes. A maior preocupação é com os bens das propriedades invadidas. “Todo o mangueiro da Buriti (fazenda) já foi queimado. Eles (índios) destruíram tudo”.

Em material preparado para o encontro com os jornalistas, a entidade volta a reproduzir o discurso de perdas na produção e apresenta experiência no Paraná para defender a suspensão dos processos de ampliação de aldeias e novas demarcações. "A maioria sobrevive com Bolsa Família e cesta básica", destaca o relatório.

Segundo a Famasul, o Estado tem hoje 62 fazendas invadidas, 10 só em Sidrolândia e 7 e Dois Irmãos do Buriti, mas não detalha os nomes das propriedades. 

Os fazendeiros deixaram claro que não estão dispostos a um acordo com os índios. Querem a suspensão imediata das demarcações e de ampliações de aldeias em Mato Grosso do Sul. A solicitação será repassada como emergencial ao juiz auxiliar da Presidência do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), Rodrigo Rigamonte, que está em Campo Grande, nesta sexta-feira (31).

Outro pedido é pelo aceleramento dos trâmites referente à área Raposa Serra do Sol, que teriam reflexos sobre a questão em Mato Grosso do Sul. No relatório entregue à imprensa, os ruralistas destacam algumas das condições estabelecidas pelo STF para a área em Roraima.  A principal é o "marco temporal", que estabelece a Constituição de 88 como ano base para as demarcações e fixa que "a ausência da ocupação ou habitação indígena na data supracitadas, desclassifica a área como terra indígena". Isso significa que locais onde não havia litígio antes dessa data não serão consideradas.

Outro ponto que os fazendeiros esperam que seja aplicado aqui é que coloca como vedada "a mpliação de terra indígena já demarcada", justamente o que ocorre em Aquidauana, onde 500 índios estão acampados na fazenda esperança exigindo a ampliação da terra indígena Taunay Ipegue.

Os ruralistas ainda cobram a aprovação da PEC que estabelece como competência exlusiva do Congresso Nacional para aprovação de demarcação das terras indígenas. Todas as solicitações são justamente as mais combatidas pelas comunidades indígenas.

Durante a coletiva de hoje, o presidente da Famasul, ainda avaliou a situação atual como falta de vontade política. Segundo ele, as fazendas invadidas têm um impacto negativo imediato, com insegurança nos setores de produção e queda no valor da terra

A vontade política, para Riedel, seria a forma mais simples de solucionar o problema das demarcações. “Se o governo Federal entende que se deve ampliar a área indígena que ele crie mecanismos para isso. Agora, a expropriação é inaceitável. Tudo é uma questão de vontade política”.

Ele volta a bater na tecla das indenizações como uma possibilidade para resolver a solução. “Não somos contra as indenizações. Se for preciso que se faça isso”. A tal saída, no entanto, é uma das mais inviáveis, porque, em caso de reconhecimento de território indígena, as terras passariam a ser da União e o governo federal não tem comprar o que já pertence à ela.

O conflito na região de Sidrolândia começou na manhã de ontem, quando Justiça Federal determinou a reintegração de posse da Fazenda Buriti. A ordem foi cumprida pela PF (Polícia Federal), com apoio da Cigcoe (Companhia de Gerenciamento de Crises e Operações Especiais).

Durante o procedimento, o índio Oziel Gabriel morreu com um tiro no abdômen. O imóvel rural pertence ao ex-deputado Ricardo Bacha

Os índios reclamam que as áreas são "retomadas" e não invadidas, porque estudos antropológicos já identifcaram as fazendas como territórios indígenas. O processo de confirmação está emperrado proconta de recurso dos proprietários rurais, o que tem agravado os conflitos nos últimos 20 anos.

A primeira invasão na Buriti ocorreu em 2003. Foi preciso 7 anos para o reconhecimento como terra indígena. Mas o ex-deputado Ricardo Bacha conseguiu em 2012 recurso favorável noTRF e a Funai recorreu.

 



A verdade é só uma, a PM do MS só serve p/ fazer escolta de políticos...
Não para conflitos com índios...

Por que não utilizam a FORÇA NACIONAL para cuidar da fronteira, onde na droga corre solta...
Não para conflitos com índios...

As vezes tenho vergonha de ser brasileiro.
 
PAULO SILVA em 05/06/2013 08:03:30
Se muitos acham que os indios são os donas da terra, então todos devem entregar suas casas, apartamentos, carros e benspois tudo saiu da terra , como o tijolo, o ferro, a areia, o cimento então todos devem sair do País.....................
 
lucas macedo em 03/06/2013 16:17:34
Isso tudo que está acontecendo é muito triste, a Funai e o CIMI ao invés de ficar incentivando essa guerra deveria pensar um pouquinho no produtor rural, pois são eles quem sustentam nosso país, imaginam se todos os produtores resolvessem parar de produzir por um ano somente nosso pais iria virar um caos total, e o índio o que produz? nada! as terras que eles tem são suficientes pra sua sobrevivência, é lamentável que famílias de trabalhadores, homens honestos, que pagam seus impostos e que até ajudam a sustentar as ajudas dadas aos índios, fiquem reféns dessa palhaçada. Nossa excelentíssima Presidenta tem que colocar a mão na consciência e partir pra defesa dos nossos produtores, não permitindo que aconteça mais uma injustiça como na Raposa Serra do Sol. Que Deus nos abençoe e nos guarde
 
Ligia Pereira em 02/06/2013 21:57:14
ARCO E FLECHAS CONTRA CANHÕES: Desde da INVASÃO do Brasil em 1500, sse povo vem sendo dizimado. As terras que hoje esses índios reivindicam eram deles sim. Só que os brancos espertos titularam, vieram e indiscriminadamente mataram todos que ocupavam essas terras. As famosas entradas, compostas por marginais, pistoleiros fortemente armados. O primeiro órgão que se preocupou com essa gente foi criadop em 1920. Diretor Mal. Candido Rondon. (SPI) Serviço de Proteção ao Índio. Órgão inoperante e sem nenhuma autoridade. Solução hoje? indenizem os fazendeiros por um valor justo. Ele também é uma vítima de uma política suja e discriminatória que se pratica aqui no Brasil. Ontem vimos paus bordunas, contra armas não letais. Amanhão teremos canhões contra arcos e flechas.
 
jose m. santos. em 01/06/2013 08:33:11
acho louvável a presença destas duas instituições. O exército fica brincando de guerrinha ai poderia fazer alguma coisa de útil ao invés de ficarem varrendo o dia inteiro os quarteis, a força nacional pior ainda apesar de ganharem uma diária um tanto gorda, ficam mendigando um prato de comida e alojamento em prefeituras e quarteis da pm no interior.ou seja são os as únicas instituições que não tem o que fazer que podem dar apoio aos senhores feudais!!!
 
maycon soley em 31/05/2013 23:56:13
NÃO DÁ CONTA? CHAMA O EXERCITO!!
 
Lucas Mendes De Souza em 31/05/2013 22:08:58
Forca nacional? Os fazendeiros nao confiam nas "escrituras" destas terras. Pelo que aprendi na escola, os indios eram donos detido isso aki inclusive do cjaocem que estou pisando. Terras foram griladas sem pudor nenhum, tirando o que e por direito dos indigenas.
 
eliezer arce em 31/05/2013 22:03:32
os ruralista nã tem mais argumento a respeito de terra que não são deles,quer apelar
para força nacional; indios não são marginais nem traficantes,para comparar com morro
de alemão,indio quer receber de volta o que pertence, ainda por sorte, não cobramos
juro e correção por tantos anos que usaram, ate ficaram muitos ricos.
 
milton francisco em 31/05/2013 21:54:34
Policiais cadê ???? como podem deixar os índios entrarem de volta na fazenda que acabaram de ser retirados ? tem coisa neste Brasil que não entendemos!!!!! Quem manda neste país? poxa vida um juiz concede a reintegração ao verdadeiro dono e a PF retira os invasores e o que acontece? .... voltam e invadem novamente????
Cadê a justiça deste país?????
Cadê a seriedade por parte de quem manda neste país????
É pra acabar , viu!!!!!!!
 
Lindomar Moreno em 31/05/2013 21:36:06
NA VERDADE TODO ERRO ESTA EM NOS BRASILEIROS QUE OCUPAMOS UM LUGAR QUE NA VERDADE É DELES ELES ESTAVAM POR AQUI MUITO ANTES DE TD ELES NAO PLANTAM TD BEM MAS TRABALHAM E HONESTAMENTE NÃO TEM AMBIÇÃO COMO NOS QUE ESTAMOS QUERENDO DINHEIRO MAIS E MAIS SEMPRE... MAS DE MELHORIA NA SAÚDE HA ELES EDUCAÇÃO ESPAÇO NA SOCIEDADE VAMOS OLHA-LOS DIFERENTE PRA QUE ELES POSSAM FALAR E SEREM OUVIDOS E SEM GRITOS SEM MAIS CHAMAR ATENÇÃO PENSEMOS NISSO ENTANTO E VEREMOS QUE NA VERDADE NÃO OS DAMOS ESPAÇO NA VERDADE TEMOS PRECONCEITO NUM BRASIL QUE SE DIZ CULTURAL MAIS QUE REPRIME O COMEÇO DELA OS INDÍGENAS...
 
JANAINA PEREIRA DE LIMA em 31/05/2013 21:25:50
Rafael Oliveira, mas os índios só tem terra aqui? cade o resto das terras no Brasil....poe que a FUNAI não vai pegar as terras dos Índios Paulistas? Pensa Bem todos são Brasileiros!!!
 
Roger Brites em 31/05/2013 21:01:46
O Brasil todo é terra indígena, então se for desapropriar que se faça fazendo justiça, desapropriando São Paulo, Rio de Janeiro e outros lugares tão indígenas quanto as terra sul-matogrossenses.
 
Ronaldo Pissurno em 31/05/2013 20:25:14
Meu Deus será que não teremos um basta nisso!
O Brasil, nosso estado Mato Grosso do Sul é rico em terras!
Autoridades será que não existe um lugar pra colocar essas famílias indígenas para que essa guerra acabe?
QUE DEUS ABENÇOES A TODOS!
 
Anderson Silva em 31/05/2013 19:31:47
Por que nao chamam o exercito tbem pra prender os politicos corruptos? pq nao chama tbem pra prender os responsaveis pelo desvio do dinheiro publico do hospital do cancer ? e do hospital universitario? se tivessem matado um filho de um politico com certeza achariam o culpado rapidinho...
 
jackson blanck em 31/05/2013 18:40:35
TÃO TRATANDO OS INDIOS COMO BANDIDOS TRAFICANTES DO RIO DE JANEIRO, ENQUANTO QUE ERAM DELES E DAS FAMILIAS DELES AS TERRAS INVADIDAS PELOS PORTUGUESES E OUTROS COLONIZADORES QUE AQUI CHEGARAEM... agora e que é a hora dos POLITCOS DE VERDADE ACHAREM UMA SOLUÇÃO COERENTE E PACÍFICA pros dois lados e a quem de direito.
 
MATEUS COSTA em 31/05/2013 18:30:24
As comunidades indígenas não estão reivindicando o alheio. Simplesmente defendendo o que lhes pertence e lhes foi tirado por intermédio de um canetaço.
 
josé luiz kreutz em 31/05/2013 18:12:03
Carlos Lamarca....estudar ninguém quer, é tão mais fácil assistir na TV a mídia manipulada por quem dá mais!
 
Cintia Bezerra Possas em 31/05/2013 17:34:36
ó o racismo aê.
 
Alan Ale Abdallah em 31/05/2013 17:21:47
Força Nacional tá d brincadeira essa famasul,eles correram de outro conflito com índios,isso que eu chamo de desvalorização da PM!!!
 
arivaldo paiva em 31/05/2013 16:43:43
Há de saber àqueles que aqui chegaram fugindo covardemente de suas terras originais, por causas da guerras em seus países, que os Terena e os Guacurus lutaram ao lado das tropas do Cel. Carlos Camissão, (1860), formados por soldados goianos e mineiros muitos morreram por defenderam as terras sul matogrosense na Guerra do Paraguai. Depois chegaram os "turcos" pra apossar e legalizar as terras, montaram seus esquemas politicos, justiça e poder e hoje se dizem proprietários destas terras que custaram sangue. É só pesquisar a história e a cadeia dominial nos cartório criados por eles.

Carlos Lamarca em 31/05/2013 11:37:19
 
Rafael Oliveira em 31/05/2013 16:40:22
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