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Campo Grande, Sábado, 16 de Dezembro de 2017

18/01/2011 18:10

Fiems perde R$ 25 mi para escola técnica por problema em área doada

Danúbia Burema

Recurso milionário se perdeu por falta de escritura do terreno

Terreno onde seria construída escola fica à beira da avenida Duque de Caxias. (Foto: João Garrigó)Terreno onde seria construída escola fica à beira da avenida Duque de Caxias. (Foto: João Garrigó)

Problemas na regulamentação de uma área na avenida Duque de Caxias, próxima à Base Aérea de Campo Grande, resultaram na perda de cerca de R$ 25 milhões que seriam repassados pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) para a construção da escola da construção da Fiems (Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul).

A obra anunciada em 2009 tinha o objetivo de formar trabalhadores para ocupar as 10 mil vagas existentes na construção civil em todo o Estado, 5 mil apenas em Campo Grande. A previsão era de formar mil alunos já no primeiro ano de atividade.

Contudo, a construção foi “emperrada” por conta de problemas na escrituração da área que havia sido doada pela Prefeitura. Segundo a Fiems, a administração municipal não conseguiu escriturar a área até 10 de dezembro de 2010, quando a documentação deveria ser enviada à CNI.

Devido à falta de escritura, a Fiems não enviou os documentos e perdeu o processo no qual havia sido selecionada. Conforme informado pela assessoria de imprensa da Federação, os R$ 25 milhões não foram liberados e a construção da escola ficou inviável.

Questionada sobre a perda de prazo, a Prefeitura informou por meio de sua assessoria de imprensa que a área não foi escriturada como deveria, nem liberada para uso, porque o proponente (no caso a Fiems) não preencheu todos os requisitos que o habilitavam para receber o imóvel. Contudo, não deu detalhes de quais requisitos deveriam ser preenchidos.

O presidente da CGTB (Central Geral dos Trabalhadores do Brasil), Samuel Freitas, lembra da necessidade de mão-de-obra especializa em vários setores da economia em MS e ressalta a importância do empreendimento que deixou de ser feito.

“A escola seria uma grande saída para suprir o mercado com a formação de bons e capacitados profissionais nas mais diversas áreas”, lamenta.

A CGTB suspeita que a área possa ser negociada com a iniciativa privada, o que é possível por meio da desafetação. Porém, isso exigiria projeto na Câmara e a Prefeitura garante que o terreno continua como área pública.

Tentativa - Apesar de ter perdido o terreno, a Fiems informou que já procura outro para construir a escola técnica e se reuniu com o prefeito Nelsinho Trad e com o governador André Puccinelli (PMDB) para tratar do assunto, mas ainda não há local definido.

Quando houver, a Fiems terá que fazer novamente um projeto baseado no terreno para apresentar à Confederação da Indústria e tentar conseguir novo recurso. Contudo, adianta que a escola nos moldes que haviam sido anunciados em 2009, conforme projeto que já estava pronto, não poderá ser construída.

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E o predio em construcao vai ficar abandonado?
Vai virar local pra maloqueiro fumar e cheirar comoe ra antigamente ali naquele memso local qdo existia ali a estacao abandonada e toda destruida!
Vergonhaaaaa!!!
 
Rafael Desto em 19/01/2011 12:53:18
O que acontece com poder publico a falta de gerencia a falta de comunicação entre os interessado o prejuizo para a sociedade de campo grande fica uma alerta para camara municipal fiscalizar como mais rigor onde a população fica prejudicada .Falta de tecnicos no setor deixa a desejar a atual adiministração isso e triste.
 
Helio Silva Brasil em 19/01/2011 11:05:44
É lamentavel isto ter acontecido, esperamos que esta escola seja construida o mais rápido possível para atender a população do nosso estado.Parabéns diretores da FIEMS e parabens sr. Samuel Freitas presidente da CGTB/MS por esta luta para os nossos trabalhadores. Prefeito Nelsinho faz sua parte como representante da nossa população isto é obrigação da prefeitura. por isto pagamos nossos impostos para aplicar na qualificação e emprego daqueles que precisam.
 
edson gomes em 19/01/2011 09:11:54
Isso se chama INCOPETÊNCIA !!! da prefeitura e da FIEMS...só afilhados politicos nomeados .
 
Sergio Santos em 19/01/2011 09:02:52
Parabens a prefeitura e a FIEMS, não é qualquer um que consegue perder um investimento de 25 milhões com a verba ja prometida.
 
Gabriel Cipolla em 19/01/2011 08:17:23
Parece que as coisas que são para o povo nunca saem do papel, é lamentavel a administração em geral do recurso publico, enquanto isso ja se foram 2 anos quantos mais irão?
 
Domingos Savio em 18/01/2011 11:15:16
isso se chama de politica de compadres
 
roberto dos santos braga em 18/01/2011 07:13:39
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