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Campo Grande, Sábado, 22 de Setembro de 2018

05/09/2018 11:19

Fóssil de 30 mil anos achado em MS estava em museu incendiado no Rio

Cranio do animal, batizado de Equus Vandonii, foi encontrado por um pescador às margens do Rio Paraguai em 1974

Izabela Sanchez
Réplica presente na Casa de Cultura Luiz Albuquerque (Tadeu Martinez/Memórias de Corumbá )Réplica presente na Casa de Cultura Luiz Albuquerque (Tadeu Martinez/Memórias de Corumbá )

No dia 12 de novembro de 1974 um pescador chamado Jerônimo Borges dos Santos encontrou um fóssil de um animal às margens do Rio Paraguai, em Corumbá. O crânio do animal, que teria vivido entre 18 mil e 30 mil atrás, foi doado no mesmo ano ao Museu Nacional. Guardado no setor de Paleovertebrados do Departamento de Geologia e Paleontologia do Museu, o crânio milenar faz parte do acervo queimado durante o incêndio que atingiu o local no último domingo (2).

Quem conta a história é a presidente do Conselho Municipal de Políticas para Cultura, Lívia Galharte Gaertner. O animal, chamado de Equus Vandonii, é uma espécie de cavalo pré-histórico, extinto no final do período Pleistoceno. O nome significa cavalo em latim.

“É um fóssil que foi achado na região do Porto Geral, foi achado bem em frente a esse prédio do Moinho Cultural”, contou Lívia.

Homenagem – O nome é uma homenagem ao então diretor do antigo Museu Regional do Mato Grosso, Gabriel Vandoni de Barros, responsável por doar o crânio.

“E na época, Gabriel Vandoni de Barros fazia uma espécie de garimpo, todas as peças que ele via, achava na cidade, ou eram achadas ele via um potencial naquilo ali. O que ele fez quando o pescador achou, ele olhou, viu potencial naquilo e mandou essa peça para ser avaliada, para saber o valor”, conta Lívia.

Após a análise do Museu Nacional, ficou constatado, explica Lívia, que a espécie seria um animal que se tornou o cavalo após evoluir. Na cidade de Corumbá encontram-se duas réplicas do crânio. Uma está no Muhpan (Museu da História do Pantanal) e outra na Casa de Cultura Luiz Albuquerque.

As duas réplicas, relata Lívia, estão abrigadas em prédios com a situação tão ruim quanto à do Museu Nacional. Os aparelhos culturais e prédios históricos da cidade, conta ela, pedem socorro.



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