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Campo Grande, Sábado, 16 de Dezembro de 2017

09/11/2013 09:51

Funai apura envolvimento de servidor no assassinato do cacique Nízio

Edivaldo Bitencourt e Zana Zaidan
Morte de Nízio deve levar os primeiros envolvidos a julgamento neste mês (Foto: Arquivo)Morte de Nízio deve levar os primeiros envolvidos a julgamento neste mês (Foto: Arquivo)

A Corregedoria Nacional da Funai (Fundação Nacional do Índio) apura o envolvimento de funcionários do órgão no assassinato do cacique indígena Nísio Gomes, 59 anos, ocorrido em 18 de novembro de 2011 em Aral Moreira. A suspeita também é investigada pela Polícia Federal de Ponta Porã, a 323 quilômetros de Campo Grande.

Ontem, o corregedor nacional, Francisco Arruda, confirmou que há suspeita de que funcionários da Funai estão envolvidos no desaparecimento do cacique. A Polícia Federal chegou a indiciar 18 pessoas pelo crime. Eles chegaram a ser presos e tiveram o habeas corpus concedido pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região, em São Paulo.

Entre os envolvidos, estão funcionários e o proprietário de uma empresa de segurança de Dourados. O dono da empresa é Aurelino Arce.

O cacique foi morto durante um ataque ao acampamento indígena Guayviry, em Aral Moreira. No entanto, o seu corpo não foi localizado até hoje.

As investigações apontam que fazendeiros locais contrataram a empresa de segurança para expulsar os índios do acampamento em uma área requerida pelos indígenas. O conflito resultou no ataque aos indios e na morte de Nísio.

Os 23 suspeitos foram acusados de homicídio qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual e corrupção de testemunhas. O MPF (Ministério Público Federal) já denunciou 19 pelo crime.

Apesar de confirmar a suspeita sobre funcionários da Funai, Arruda não revelou qual seria a participação deles no crime e quantos estão envolvidos. O corregedor também apura o desvio de combustível e veículos da Funai em Campo Grande.

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Coragem de fazer eles tem bastante,...questão cultural mesmo, vêem necessidade da figura de mártir, em embates, ou conflito qualquer, colocam crianças e velhos à frente na hora do perigo correm, covardes deixam pra trás os impossibilitados.
 
juraci cremaldo em 10/11/2013 17:38:49
Muito precipitado e vago a suspeita pela morte do cacique recair sobre um servidor da própria FUNAI, porem caso se confirme a dona Dilma tem que fechar a FUNAI e deixar que os índios, tambem, resolvam a questão fundiária, a sua amaneira: contratando seguranças paraguay e armados. è o fim da picada!!!
 
samuel gomes-campo grande em 09/11/2013 16:41:28
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