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Campo Grande, Sexta-feira, 20 de Abril de 2018

03/10/2017 09:30

Funcionários da Eletrosul também paralisam as atividades nesta terça-feira

Além da empresa de distribuição de eletricidade, os funcionários da MS Gás também interromperam as atividades hoje

Bruna Kaspary
Funcionários da Eletrosul paralisaram contra a privatização da empresa (Foto: Marina Pacheco)Funcionários da Eletrosul paralisaram contra a privatização da empresa (Foto: Marina Pacheco)

Protestando contra uma possível privatização e tendo como marco o Dia de Luta pela Soberania Nacional, os funcionários da Eletrosul paralisaram as atividades nessa terça-feira. Ainda não há uma confirmação sobre a licitação necessária para definição dos novos responsáveis pela a empresa, mas segundo a presidente do Sinergia - MS (Sindicato dos Trabalhadores na Indústria e Comércio de Energia no Estado de Mato Grosso do Sul).

A privatização que está em discussão é da Eletrobras, empresa pela qual a Eletrosul é subsidiária. Se a companhia nacional for realmente desestatizada, a instituição que atua em Mato Grosso do Sul também passará a ser privada.

"É uma especulação que já está com o caminho andado", entende Elizete Figueira de Almeida, presidente do Sinergia – MS. Ela, que é funcionária da Energisa, empresa que já foi estatal, com o nome de Enersul, e hoje está privatizada, lembra que se seguir a mesma regra, a tendência é que a qualidade da prestação de serviço decaia. "A gente sabe que a privatização não traz benefícios, um exemplo disso é a Enersul, que não houve redução na taxa de energia, que houve a precarização do serviço e desvalorização dos funcionários".

Ela também lembra que desde a privatização da empresa há uma rotatividade grande de funcionários, que enquanto estatal, são todos concursados. "O que percebemos de todas as privatizações é a demissão e redução salarial. Eles demitem os que já estão na empresa para contratar mão de obra mais barata, assim tem queda na prestação de serviços".

Sobre a possibilidade de a paralisação permanecer por mais dias, Elizete explica que a de hoje acontece nacionalmente, mas amanhã as atividades voltam ao normal. "Conforme foi avançando as negociações e não houver nenhuma sensibilização do governo, pode ser que a gente paralise sem data".

Conforme a Eletrobras, o modelo de privatização ainda não está fechado, por isso ainda não começou o processo de licitação que escolherá quem irá administrar a concessionária.

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