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Cidades

Gaeco vai investigar ligação entre morte de delegado e jogo do bicho

Por Edivaldo Bitencourt | 27/11/2013 15:46
Preso por suspeita de matar delegado teria ligação com jogo do bicho (Foto: Marcos Ermínio/Arquivo)
Preso por suspeita de matar delegado teria ligação com jogo do bicho (Foto: Marcos Ermínio/Arquivo)

O juiz da 2ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande, Aluizio Pereira dos Santos, acatou pedido do MPE (Ministério Público Estadual) e o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) vai reforçar a investigação do assassinato do delegado aposentado e professor universitário Paulo Magalhães Araújo, ocorrido no dia 25 de junho deste ano. O crime pode ter ligação com o jogo do bicho.

A instituição reforça a linha de investigação que resultou na prisão de dois suspeitos, o guarda municipal José Moreira Freires, 40 anos, e do segurança Antônio Benites Cristaldo, 37. Um terceiro suspeito foi assassinado com requintes de crueldade e teve as mãos e pés amputados.

Conforme o magistrado, a denúncia indica que o homicídio foi executado por pistoleiros contratados por terceiros. “Trata-se de um crime de homicídio, cuja investigação está sendo complexa por natureza, a começar pelas diligências realizadas e ainda pendentes a âmbito policial, bem como número de testemunhas arroladas pelas partes”, sustenta.

Para Santos, há mais de quatro pessoas envolvidas no assassinato do delegado aposentado. Este é o número mínimo exigido para permitir a atuação de dois promotores no júri popular.

E cita a suposta ligação do crime com o jogo do bicho como a principal causa para reforçar as investigações. “Testemunhas disseram que os acusados trabalharam nesta atividade por muitos anos, desse modo, mostra-se evidente o ingresso do Gaeco no seu dever de agir”, ressaltou o juiz.

O Gaeco passa a ter a missão de descobrir se o crime organizado está envolvido com a morte do delegado, incluindo-se a participação na investigação da Polícia para descobrir os mandantes do assassinato.

Os acusados foram contra o ingresso do Gaeco, porque fere o princípio do promotor natural. Eles destacaram ainda que a concessão implicaria “em excesso de acusação”, porque o nomral é a atuação de um promotor.

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