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11/07/2015 17:42

Governo estuda medidas para coibir violência nas aldeias do Estado

Michel Faustino
Secretário de segurança esteve reunido com lideranças indígenas para debater ações contra a violência. (Foto:Divulgação)Secretário de segurança esteve reunido com lideranças indígenas para debater ações contra a violência. (Foto:Divulgação)

Há mais de dez anos, Mato Grosso do Sul é considerado o Estado com o maior número de assassinatos de índios do país. Só em em 2014 foram 25 casos, o que representa 35% dos casos de todo o Brasil. E pra tentar frear as estatísticas, o governo do Estado discute medidas para coibir a violência nas aldeias do Estado.

Na tarde de ontem (10), o secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, Silvio Maluf, esteve reunido com representantes dos movimentos indígenas e da Sesai (Secretaria Especial de Saúde Indígena), em Campo Grande, para discutir questões relativas ao policiamento nas aldeias do Estado, em especial aquelas localizada nas áreas urbanas.

Mato Grosso do Sul tem 30 municípios que possuem aldeias, sendo as situadas nas cidades de Amambai, Caarapó, Dourados e Iguatemi apontados pelos próprios líderes como mais críticas.

“Do total de mortes registradas nas aldeias, 30% estão relacionadas à causas externas como o uso do álcool e o consumo de drogas”, destacou Sílvio Ortiz, representante do Conselho de Saúde Indígena.

Durante a reunião, o secretário Sílvio Maluf destacou que o governo vem buscando soluções para os problemas existentes, mas pontuou que o Estado tem dificuldades em atuar dentro das aldeias.

“Qualquer atendimento nas aldeias deve ser previamente comunicado à Fundação Nacional do Índio, o que praticamente inviabiliza as ações da polícia”, lembrou.

De acordo com Maluf, umas das alternativas seria desenvolver e implantar no Estado uma política de policiamento preventivo, através das ações da Polícia Comunitária e de programas educacionais.

Segundo o secretário, uma nova reunião com representantes das principais aldeias de Mato Grosso do Sul deve ocorrer até o fim do mês em Dourados, para debater as necessidades de cada uma das comunidades, bem como a legislação vigente, para e então traçar um plano emergencial de policiamento preventivo e ostensivo nas aldeias, ou, no entorno delas.

Mortes em MS -Em 2014, foram 25 casos em em diversas áreas indígenas Sul-mato-grossense, conforme o Cimi (Conselho Indigenista Missionário).

Do total de vítimas, 54 eram do sexo masculino e 17 do sexo feminino. Dessas, dez tinham entre 2 e 16 anos. Entre as vítimas infantis estão Micheli Gonçalves Benites, de 12 anos. Moradora da aldeia Bororó, em Dourados (MS), a adolescente foi encontrada morta, atingida por golpes de faca e foice .

O adolescente Tiago Ortiz Machado, também de Dourados, foi assassinado por um segurança particular enquanto caminhava com o irmão e um amigo. O agressor afirma que foi atacado, mas testemunhas garantem que o segurança abordou os jovens índios violentamente apenas porque eles carregavam uma barra de ferro, diz o Cimi.

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