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Campo Grande, Terça-feira, 18 de Setembro de 2018

21/09/2017 16:23

Há 11 anos no México, campo-grandense diz que clima é de pânico

Paulo Nonato de Souza
O México, repetindo 1985, mais uma vez arrasado em consequência de terremotos (Foto: Yuri Cortez/AFP)O México, repetindo 1985, mais uma vez arrasado em consequência de terremotos (Foto: Yuri Cortez/AFP)

Dois terremotos de grande magnitude no espaço de duas semanas deste mês de setembro, um de 8.1 graus no dia 7 de setembro, e outro de 71.1 na última terça-feira, 18, quando mal o México começava a lidar com as consequências do primeiro desastre na capital do país.

Há 11 anos vivendo no México, a campo-grandense Tania Jabour relatou ao Campo Grande News, nesta quinta-feira, 21, que as primeiras horas após os tremores foram de pânico e terror com pessoas correndo desesperadas e sem rumo pelas ruas, mas bastou passar alguns instantes e a população da capital mexicana já estava organizada e mobilizada, trabalhando em apoio aos bombeiros, Cruz Vermelha e demais equipes de resgate.

Tânia, que é terapeuta e cosmetologista, além de empresária na área de Spa, contou que mora na cidade de Morelia, distante 380 km da Cidade do México, região mais atingida pelos abalos sísmicos.

Terapeuta e cosmetologista, além de empresária na área de Spa, a campo-grandense Tania Jabour vive há 11 anos no México (Foto: Arquivo pessoal)Terapeuta e cosmetologista, além de empresária na área de Spa, a campo-grandense Tania Jabour vive há 11 anos no México (Foto: Arquivo pessoal)

“Aqui sentimos um tremor passageiro, só isso. Sentimos um pequeno, quase imperceptível tremor que balançou os lustres levemente onde estávamos, e foi tudo. Algumas pessoas nem sentiram. Estamos todos bem em Morelia, todos muito tristes, evidente, mas sem nenhum tipo de dano”, comentou ela.

O tremor desta semana abalou a Cidade do México exatamente no mesmo dia em que todo o país lembrava o 32º aniversário do grande terremoto de 1985, que deixou milhares de mortos.

“Poucas horas antes deste desastre as empresas e escolas haviam feito uma simulação preventiva a terremotos, como fazem a cada ano nesta data. Aliás, esse é um habito muito comum em todas empresas e escolas mexicanas todos os anos depois do terremoto de magnitude 8.1 de 1985 que deixou mas de 10 mil mortos. É uma maneira de prevenir se para um possível tremor”, disse Tânia Jabour.

Segundo ela, milhares de pessoas ficaram sem casa, outras milhares não poderão voltar ao seu lar ainda que estejam de pé, por morar em zonas consideradas de risco ou que o imóvel já não seja apropriado para habitar.

“As imagens de TV são chocantes, desalentadoras, enfim, vai demorar muito para que o México se recupere moral e financeiramente desse desastre. Nos dói a todos, dói muito ver tantos mortos, tantas ruínas, tanta gente sem teto, estamos de luto por tempo indeterminado mas ainda assim o clima no Mexico é de esperança”, afirmou.

De acordo com as autoridades mexicanas, o terremoto da última terça-feira foi o mais mortífero no país desde o desastre de 1985. Segundo o último boletim oficial, o terremoto de 7,1 graus deixou 102 mortos na Cidade do México, 69 no Estado de Morelos, 43 em Puebla, 13 no Estado do México, 5 em Guerrero e um em Oaxaca, totalizando 233 mortos.

“Estamos profundamente entristecidos com mais esta tragédia que assolou o país, mas o México está mais unido que nunca, todos os estados e suas comunidades civis estão coletando e enviando ajuda, comida, água, cobertores, material de higiene, remédios e tudo que é necessário”, constatou a campo-grandense.

Em seu relato a campo-grandense Tania Jabour disse que toda a população está empenhada na reconstrução do país (Foto: Carlos Jasso/Reuters)Em seu relato a campo-grandense Tania Jabour disse que toda a população está empenhada na reconstrução do país (Foto: Carlos Jasso/Reuters)


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