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Campo Grande, Segunda-feira, 25 de Setembro de 2017

11/09/2017 17:21

Na rota de furacão, campo-grandense relata rapidez na reconstrução

Paulo Nonato de Souza
Os trabalhos de recuperação dos estragos começaram menos de 24 horas depois da passagem do furacão (Foto: Joselina Reis)Os trabalhos de recuperação dos estragos começaram menos de 24 horas depois da passagem do furacão (Foto: Joselina Reis)

Se fenômenos da natureza como o furacão Irma, que atingiu o sul do Estado da Flórida, nos Estados Unidos, no último fim de semana, são inimagináveis na realidade do Brasil, a rapidez da entrada em ação das equipes de recuperação dos danos provocados também é algo que ultrapassa o poder da imaginação de qualquer cidadão brasileiro.

Foi o que constatou a jornalista campo-grandense Joselina Reis, moradora na cidade de Plantation, no condado de Broward, a 30 minutos ao Norte de Miami. Em relato para o Campo Grande News, ela disse que os trabalhos de recuperação dos estragos começaram menos de 24 horas depois da passagem do furacão.

“Antes mesmo de o furação chegar o governo já tinha uma equipe de 7 mil pessoas preparadas para começar os trabalhos de limpeza, retirada de árvores que foram arrancadas pela raiz e a recuperação das ruas, dos telhados das casas e da fiação elétrica”, disse Joselina.

Trabalhadores na rua, consertando a fiação danificada pela força do vento (Foto: Joselina Reis)Trabalhadores na rua, consertando a fiação danificada pela força do vento (Foto: Joselina Reis)

Segundo ela, o governo do Estado da Flórida se preparou muito bem para a chegada do Irma. Decretou estado de emergência 48 antes, também antes o governo federal liberou recursos para atender as regiões atingidas, e bem antes do furacão a ajuda de outros estados já havia chegado às localidades na rota da tormenta.

“Realmente é uma questão de organização de país de primeiro mundo, e por conta disso os danos causados pelo furacão não foram tão grande, além da falta de energia elétrica e das muitas árvores caídas pelas ruas”, frisou.

Joselina relatou que as casas ficaram sem energia elétrica e o conserto da fiação só não começou ontem porque, embora o furacão já tivesse perdido força, ainda ventava muito forte, mas os trabalhos foram iniciados hoje logo cedo.

“Aqui em Plantation muitas casas ficaram com o telhado danificado. O telhado da minha casa, por exemplo, foi danificado, a fiação da minha casa foi danificada, começou a sair água pelas tomadas, mas desde 9h da manhã as equipes de recuperação já estavam em ação”, afirmou ela.

Quem não tinha onde ficar ou optou por sair de casa e procurar um lugar mais seguro para fugir da zona de risco do furacão, o governo abriu vagas em abrigos. Em Miami foram abertas 100 mil vagas. “Somente aqui no condado de Broward tivemos 19 abrigos”, afirmou.

Um dos abrigos disponibilizados pelo governo do Estado da Flórida, inclusive com espaço para cães Um dos abrigos disponibilizados pelo governo do Estado da Flórida, inclusive com espaço para cães



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