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Campo Grande, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

16/07/2014 10:43

Homem de confiança de chefe do PCC vive na fronteira do Paraguai com MS

Marta Ferreira
Delegado de São Paulo, Rui Ferraz, um dos responsáveis por investigação envolvendo as ações do PCC. (Foto: Divulgação/Assembleia Legislativa de SP)Delegado de São Paulo, Rui Ferraz, um dos responsáveis por investigação envolvendo as ações do PCC. (Foto: Divulgação/Assembleia Legislativa de SP)

Vive na fronteira do Paraguai com o Brasil um dos homens de confiança de Willians Herbas Camacho, o Marcola, chefe da facção criminosa considerada a mais perigosa no País, o PCC (Primeiro Comando da Capital). A informação foi divulgada ontem, pela Polícia de São Paulo, como parte das conclusões da operação Bate-Bola, que já prendeu 38 pessoas, ligadas às atividades do grupo criminoso.

Segundo divulgou à imprensa paulistana a Polícia de São Paulo, Marcola continua comandando o PCC de dentro da prisão e tem entre suas principais “lideranças” Fabiano Alves de Souza, conhecido como Paca, que vive em Pedro Juan Caballero, cidade separada por apenas uma rua da sul-mato-grossense Ponta Porã, a 323 quilômetros de Campo Grande.

Segundo o portal R7 divulgou, o delegado Ruy Ferraz Fontes, do Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais), confirmou nesta terça que Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, mantém o posto de chefe máximo da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital), de dentro da penitenciária de Presidente Venceslau, no interior de SP, agora com um novo apelido, Russo.

Escutas de conversas telefônicas, feitas em abril, revelam conversas do chefe do PCC com dois homens de confiança, identificados como Amarildo Ribeiro da Silva e Fabiano Alves de Souza, o Paca.

Segundo o delegado afirmou aos jornalistas de São Paulo, um grupo de criminosos dá as ordens de dentro da penitenciária de Presidente Venceslau que são repassadas para colegas nas ruas, o que inclui Fabiano, que já ficou preso por 11 anos, e hoje é considerado foragido.

O DEIC acredita que, da cidade paraguaia na fronteira com Mato Grosso do Sul, Paca continua gerenciando a facção criminosa, que tem forte presença nos presídios do Estado, desde a década de 1990, quando o grupo surgiu e lideranças foram transferidas para o Eastado.

Souza está no Paraguai, segundo as investigações, desde que foi solto, após cumprir prisão, em Presidente Venceslau. Agora, é considerado foragido, pois um novo mandado de prisão foi expedido pela Justiça.

O diretor do Deic, Wagner Giudice, ainda conforme o portal R7, afirmou que além de Marcola e de Paca, a facção tem outros dois homens fortes: Rogério Jeremias de Simone, o Gegê do Mangue; e Edilson Borges Nogueira, o Birosca. Eles também estão presos em Presidente Venceslau. Um outro nome citado, conforme o jornal Folha de S.Paulo, é o de Wilson José de Lima de Oliveira, o Neto, que, conforme a Polícia Civil de São Paulo, vive nos Estados Unidos, onde também tem ações em favor da quadrilha.

“Essas quatro lideranças estão sendo investigadas e já existe um caminho muito adiantado sobre a participação efetiva deles da aquisição de drogas no exterior. Essa droga entra em São Paulo e aqui eles distribuem em forma, praticamente, de franquia.

O sujeito que comprar droga deles ou que se dispõe a vender drogas para eles, além de pagar a tal da “cebola”, que é uma contribuição mensal de R$ 600, ele ainda é obrigado a vender 1,5 kg de cocaína por mês”, disse o delegado ao portal. “Só o que ele conseguir a mais do que isso é o que gera lucro para aquele sujeito que trabalha na ponta, na biqueira”, completou.

A operação policial contra o PCC começou em fevereiro e já prendeu 38 pessoas. Também foram apreendidos dois adolescentes apreendidos. Segundo a polícia paulista informou, o alvo dos investigadores foi a parte gerencial da venda de drogas nas ruas. Foram identificados 51 pontos de tráfico administrados por membros da facção.



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