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Campo Grande, Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017

17/05/2012 20:54

UFMS cria comissão para discutir implantação do sistema de cotas -

Nyelder Rodrigues e Paula Maciulevicius
Célia Maria, reitora da UFMS, explica que três seminários ainda vão ser realizados para debater o assunto (Foto: Pedro Peralta)Célia Maria, reitora da UFMS, explica que três seminários ainda vão ser realizados para debater o assunto (Foto: Pedro Peralta)

Professores da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) se reuniram nessa quinta-feira (17) para discutir a implantação na instituição do Sistema de Cotas, julgado constitucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no começo do mês.

A reunião foi com a reitora, Célia Maria Silva Correa Oliveira.Segundo Kemp, a reunião foi convocada para formar uma comissão para discutir e encaminhar ao Conselho da Universidade a implantação do sistema, sendo trabalho da comissão preparar seminários. Ele participa da discussão a convite da UFMS, por conta de ter sido o autor do projeto de cotas na Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) há 10 anos.

Durante a reunião, foram indicados os nomes para a comissão que depois será criada formalmente, através de portaria. Ela deve apresentar propostas de como o sistema será implantado, tanto o prazo de 90 dias para fechar um documento e encaminhar para aprovação do Conselho Universitário, para já aplicar na próxima seleção de alunos da UFMS.

“Vamos caminhar para implantar o Sistema de Cotas na UFMS. É uma política que contribui para garantir igualdade e oportunidade a quem historicamente teve dificuldades”, afirma o deputado Kemp.

Já a reitora Célia Maria conta que três seminários serão realizados ainda, os quais servirão de base para redigir a minuta preparada pela comissão sobre a inclusão de cotas na universidade.

“Esperamos trazer o reitor da UnB (Universidade de Brasília) para fazer uma palestra para ajudar o grupo de sete pessoas a redigir essa minuta”, diz a reitora Célia. Os membros do grupo serão pesquisadores em Ciências Sociais e técnicos administrativos da UFMS. “Queremos ter o assunto discutido antes do Enem de Verão”, finaliza.

Deputado estadual Pedro Kemp foi o autor do projeto de cotas da UEMS, há 10 anos (Foto: Pedro Peralta)Deputado estadual Pedro Kemp foi o autor do projeto de cotas da UEMS, há 10 anos (Foto: Pedro Peralta)

Estudantes - a implantação das cotas na UFMS ainda gera divergências de opiniões entre os acadêmicos. Para o estudante de Medicina da UFMS, Bruno Camparim, de 22 anos, seria justo se as cotas fossem estendidas para pessoas de baixa classe social e não apenas por definição racial.

Ele também crê que deveriam ser criadas mais vagas, entretanto, confessa que o curso de Medicina e o Hospital Universitário (HU) estão saturados. “Se o número de alunos aumentar, cai a qualidade do ensino. Tem que ter aumento de estrutura e disponibilidade de professores”, diz Bruno.

O acadêmico de Medicina ainda também afirma que as cotas são extremamente racistas e fazem as pessoas pensarem que precisam de uma ajuda para entrar na faculdade. “Isso é discriminatório demais. Quem defende isso tem ideias infundadas”, opina.

Já Everton Lemos, de 24 anos, e enfermeiro já formado pela UFMS, defende o sistema de cotas para indígenas e para outros que necessitam. “As cotas são necessárias para que se possa ter uma melhor divisão da universidade. Acho elas justas e importantes para dar a oportunidade de integração para essas pessoas”, comenta Everton.



Sou o favor de cotas para indígena na ufms, porque vai ser mais uma porta aberta, depois de 512 anos de sobrevivencias no pais. Graças as pessoas que estão sempre dando apoio aos indígenas. O grande sonho, e ver indígena formado em medicina, os nossos herdeiros. Ainapo Yakoe
 
Gilson Terena em 18/05/2012 09:16:34
Concordo com Bruno Camparim, cotas raciais é uma das formas de racismo. Deveriam existir cotas para classes desfavorecidas e mesmo assim teriam que melhorar muito a Educação, políticas afirmativas devem ser temporárias e não constitucionalizada. O Brasil distorceu esse conceito.
 
Jackeline Ferreira em 18/05/2012 07:39:41
Concordo com o estudante de medicina, o Bruno.Eu acho que deveria ter quotas para pessoas de baixa renda, não por causa da raça, da cor da pessoa. Porque inves de ajudar um indigena, um negro entrar na faculdade, só dificulta, pois creio eu que isso é um tipo de discriminação.
 
Pamella Couto em 18/05/2012 01:17:33
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