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Campo Grande, Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017

22/11/2010 15:57

Índios pedem a ministro que MS seja 1º para demarcações

Redação

Mato Grosso do Sul tem hoje centenas de indígenas vivendo de forma precária em 22 acampamentos localizados às margens das rodovias que cortam o Estado. Este dado, o pior índice do país, levou o Conselho dos Direitos da Pessoa Humana a trazer para Campo Grande sessão itinerante para debater com entidades casos de violência e dificuldades que afetam principalmente a etnia Guarani Kaiowá.

A reunião, que começou às 14h desta segunda-feira no Hotel Jandaia, vai até às 18h e tem a presença do ministro Paulo Vannucchi, da Secretaria Nacional dos Direitos Humanos.

"Esperamos ser ouvidos nesta reunião", disse o índio terena Elvisclei Polidorio, da Aldeia Cachoeirinha. As terras onde ele vive com sua gente foram retomadas há cinco anos, mas até agora a demarcação da área não foi feita porque os fazendeiros que ocupavam a terra entraram com recurso e o processo está parado no STF (Supremo Tribunal Federal). "Somos deixados por último", se queixou.

O drama enfrentado pelos terena é comum a outras etnias. Em geral, cada processo de demarcação leva 15 anos para ser concluído de acordo com o assessor jurídico do Cimi (Conselho Indigenista Missionário) Rogério Batalha. Na reunião, os participantes entre eles o secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, Wantuir Jacini, estão analisando um documento elaborado pelo CIMI, no qual, uma das propostas junto ao STF é dar mais celeridade ao julgamento dos processos de demarcação.

No Estado, um caso emblemático que ilustra as dificuldades dos povos indígenas ocorreu com a comunidade Laranjeira Nhanderu que foi despejada de sua terra e desde setembro de 2009 vive às margens da BR-163, na região de Rio Brilhante. Ao final da reunião, um relatório com sugestões será incorporado ao documento elaborado pelo Cimi.

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