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Campo Grande, Domingo, 17 de Dezembro de 2017

10/06/2016 09:29

Inquérito apura falta de estrutura e médicos em UPA aberta há 2 meses

Fernanda Mathias
UPA completa neste sábado dois meses; MPE apura falta de estrutura e médicos (Foto: Arquivo)UPA completa neste sábado dois meses; MPE apura falta de estrutura e médicos (Foto: Arquivo)

O MPE (Ministério Público Estadual) instaurou no dia 03 de junho inquérito para apurar falta ou insuficiência de equipamentos, de exames e também de enfermeiros, médicos e outros profissionais de apoio na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do Jardim Leblon, em Campo Grande. A unidade completa neste sábado (11) dois meses de inauguração. O inquérito observa que a unidade foi inaugurada sem quadro de profissionais, materiais e equipamentos médicos necessários para a demanda.

Conforme os autos, usuários registraram reclamações na Promotoria de Justiça da Saúde Pública de sobre atendimento precário. Dentre as irregularidades, foram citadas a indisponibilidade de exames essenciais para a atenção básica e que resolveriam pequenas e médias urgências, como, por exemplo, exames laboratoriais de enzimas cardíacas.

Outro problema relatado é a demora na entrega de seus respectivos resultados, além da insuficiência na quantidade de profissionais de enfermagem e médicos. Os usuários apontam, ainda, longas esperas e superlotação.

No inquérito,a promotora Filomena Aparecida Depólito Fluminhan solicita que em 20 dias o secretário municipal de Saúde, Ivandro Fonseca, informe o quadro de escalas dos profissionais de enfermagem e médicos e também sobre falta e/ou defeito de aparelhos ou equipamentos, devendo listar eventuais aparelhos ou equipamentos em falta ou com defeito na unidade de saúde. Após este prazo, o perito do MPE fará uma vistoria técnica na unidade.

Sobre a UPA – O local, que teve as obras iniciadas em 2012 e foi duas vezes abandonado, substitui o CRS Guanandi, localizado na avenida Manoel da Costa Lima. Inaugurado em 11 de abril, o prédio tem 1,7 mil m² e teve investimento de R$ 4,4 milhões - sendo R$ 2 milhões oriundos dos cofres do Ministério da Saúde.

Sobre o inquérito, a assessoria de imprensa da Prefeitura informou que em situações como essa, o Executivo responde ao órgão, no caso o MPE, antes de tornar sua resposta pública.



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