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Interior

"Senti queimar", diz motociclista ferida por linha de pipa com cerol

Ricardo Campos Jr. | 27/06/2015 14:18
Correia de proteção do capacete salvou motociclista (Foto:reprodução / Facebook)
Correia de proteção do capacete salvou motociclista (Foto:reprodução / Facebook)

A funcionária pública Alexandra Duarte, 33 anos, foi atingida por uma linha de pipa com cerol enquanto andava de moto por Corumbá, a 419 quilômetros de Campo Grande, e por pouco não teve ferimentos graves. Ela foi salva pela correia de proteção do capacete, que inclusive se cortou ao entrar em contato com o fio.

“Era por volta das 17h. Havia saído do serviço e voltava para casa sozinha na motocicleta. Quando entrei na rua principal do conjunto, próximo à construção da Unidade de Saúde, senti alguma coisa queimar em meu pescoço, então, caí e percebi que havia sido cortada”, afirmou em entrevista para o site Diário Online.

Segundo ela, os adolescentes que estavam empinando pipa fugiram quando notaram que haviam provocado um acidente.

Por sorte, a funcionária pública teve apenas alguns arranhões no pescoço. “Se não fosse a jugular do capacete estar fechada, eu estaria morta”, afirma, ainda assustada com o ocorrido.

“É uma coisa absurda isso, pois todos os adolescentes de lá usam cerol, é nítido, nós passamos e vemos nas mãos deles”, disse revoltada. A mulher contou ao site local que é comum ver, no bairro em que mora, jovens brincando com o instrumento perigoso.

“Temos que passar e ficar quietos, pois se falamos algo para os adolescentes que estão soltando a pipa, eles nos ameaçam, falam que vão nos degolar mesmo, nos amedrontam, é uma situação que deve ser resolvida. As mães devem ter ciência de que seus filhos podem matar pessoas, a polícia deve ter mais rigor na fiscalização. Eu poderia estar morta e meus filhos, como ficariam?”, disse Alexandra.

Ela procurou a delegacia de Polícia Civil para registrar a ocorrência. No estado, o uso de cerol é proibido por lei desde 2007. A pena para o crime é multa no valor de 20 Uferms, além da apreensão do material. Se os envolvidos forem adolescentes, os pais são responsabilizados.

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