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Campo Grande, Quinta-feira, 19 de Setembro de 2019

12/12/2017 13:18

Acusado de esquartejar a mãe continua no hospital por ordem judicial

Helio de Freitas, de Dourados
Camilo no momento em que foi dominado por policiais após corpo de veterinária ser encontrado no quarto (Foto: Adilson Domingos)Camilo no momento em que foi dominado por policiais após corpo de veterinária ser encontrado no quarto (Foto: Adilson Domingos)

O ex-estudante de medicina veterinária Camilo Vinicius D’Amico Freitas, 33, acusado de matar a própria mãe, mutilar o corpo e espalhar as vísceras dela pela casa onde os dois moravam, continua internado em um hospital de Dourados, a 233 km de Campo Grande. Camilo tem esquizofrenia, um transtorno psiquiátrico caracterizado por alteração cerebral que dificulta o julgamento sobre a realidade.

Ao Campo Grande News, o delegado regional da Polícia Civil, Lupérsio Degerone Lucio, disse hoje (12) que Camilo foi autuado em flagrante e colocado à disposição da Justiça. Por ordem judicial, ele é mantido em um hospital da cidade sob escolta policial até ser definido um local apropriado para a transferência.

O corpo da médica veterinária Pierina Maria D’Amico, 60, foi encontrado na casa dela, no Parque Alvorada, na tarde de sexta-feira (8), após uma pessoa ver uma mão jogada na calçada da residência. A perícia concluiu que a morte ocorreu entre 48 e 24 horas antes.

Camilo foi encontrado nu, no quintal. Após ser imobilizado pelos policiais e sedado pelo médico do Samu (Serviço Móvel de Urgência), foi levado para o hospital. Três facas sujas de sangue foram encontradas na casa.

A empregada de Pierina disse que na sexta de manhã foi à residência, chamou pela veterinária, mas como ninguém saiu para atender ao portão, ela foi embora. Como não percebeu a mão na calçada, a suspeita é que Camilo tenha jogado depois.

Na semana passada surgiram boatos de que a polícia não descartaria a participação de outras pessoas no crime, mas o delegado regional considera essa hipótese remota.

“Nada se descarta, mas a principio, não. Não se trata de morte por encomenda, vingança, pistolagem, latrocínio. Trata-se da morte de uma mãe, praticado pelo filho, por problemas psiquiátricos. Difícil cúmplice para crime com tal motivação”, afirmou.

Natural de Santa Maria (RS), onde cursou veterinária, Pierina era servidora pública aposentada do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Camilo chegou a iniciar a faculdade de veterinária, mas abandonou os estudos após apresentar a doença, há pelo menos uma década.

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