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Campo Grande, Sábado, 19 de Outubro de 2019

19/02/2019 18:07

Adolescente que sufocou a filha de 28 dias fará tratamento psiquiátrico

Por determinação do juiz, a jovem vai ser internada em hospital antes de ser levada para Unei (Unidade Educacional de Internação)

Geisy Garnes e Silvia Frias
Familiares da jovem prestaram depoimento; delegado ainda não tem previsão de quando ouvirá a jovem (Foto: Luciene Carvalho/Nova News)Familiares da jovem prestaram depoimento; delegado ainda não tem previsão de quando ouvirá a jovem (Foto: Luciene Carvalho/Nova News)

A justiça determinou que a adolescente de 16 anos, que matou a filha de 28 dias sufocada, seja internada para tratamento psiquiátrico antes de ser enviada a uma Unei (Unidade Educacional de Internação). O caso aconteceu na madrugada desta segunda-feira (18), em Nova Andradina – a 300 quilômetros de Campo Grande.

Conforme apurado pelo Campo Grande News, a adolescente passou por audiência de custódia nesta terça-feira (19). Na decisão, o juiz acatou o pedido do Ministério Público e determinou a internação provisória, por 45 dias, da jovem em uma Unei. Antes disso, no entanto, afirmou que ela deve ser internada para tratamento, já que está em “notório estado de surto”.

Para o juiz, o estado da jovem impossibilita que ela seja enviada a uma unidade de internação e por isso determinou avaliação psiquiátrica e tratamento adequado.

O delegado Luiz Quirino Antunes afirmou que aparentemente a adolescente não se lembra do que aconteceu. Em um primeiro depoimento, nesta manhã, a jovem lembrou que teve um parto difícil, contou da filha e até o local em que morava. “Primeiro fiz perguntas para ter noção da consciência dela, mas nitidamente ela não tem consciência do que aconteceu”.

Durante a conversa com o delegado, a jovem falava que estava cansada e precisava ir para casa cuidar da filha recém-nascida. Ainda conforme Antunes, a notícia da morte da criança deve ser contada a ela por um profissional especializado, com acompanhamento da família.

O caso - Familiares da adolescente – mãe, irmãos e o marido – contou à polícia que a jovem começou a apresentar comportamento estranho horas antes do crime, dizendo frases desconexas e que estava sendo perseguida.

Horas depois, no início da madrugada, uma testemunha relatou que ouviu gritos de socorro e acionou a polícia. Na frente da casa, os militares encontraram a mãe e o irmão da adolescente, dizendo que ela estava sufocando a filha.

Os policiais, então, entraram na residência e encontraram a garota em cima da criança. Apresentando confusão mental, a adolescente disse à equipe que não adiantava fazer mais nada, pois a filha já estava morta.

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