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Interior

Advogado alega que flagrante em funcionárias de Bonito foi armado

Por Wendell Reis | 08/03/2012 16:34

O advogado José Anezi de Oliveira informou que deve entrar com uma ação contra a denunciante e se possível contra a autoridade policial que prendeu três servidoras públicas no município de Bonito. As servidoras Maria Neuzi Vargas de Matos, Maria Rodrigues Sanches e Rita Conceição Machado Vargas Cossetin foram presas por suspeita de cobrança de consultas no SUS (Sistema Único de Saúde).

Anezi alega que houve um exagero na ação da polícia e promete processo contra a denunciante e a autoridade policial. “Trata-se de um flagrante preparado pela autoridade policial, em conluio com a denunciante, devidamente orientada para produzir gravações não autorizadas pela Justiça que culminou na prisão das três servidoras”.

O advogado ressalta ainda que para caracterizar o delito de concussão, as funcionárias precisariam ter obtido vantagem financeira, o que afirma não ter ocorrido.

A secretária de Saúde do Município, Melissa Carolina Rodrigues, informou que vai enviar um ofício a secretária de Saúde do Estado, Beatriz Dobashi, para pedir apoio. Ela alega que o problema da saúde é nacional e a denúncia acabou atingindo todos os funcionários. A secretária pede ainda uma nota de repúdio contra o fato.

O Caso - As três funcionárias foram presas pela Polícia Civil suspeitas de cobrar por atendimentos do SUS. O delegado responsável, Roberto Gurgel Filho, não falou sobre o caso que, segundo ele, está em segredo de Justiça. Já o prefeito, José Arthur, não acredita em irregularidades e alega que a Agência de Regulação ajuda os pacientes, encaminhando aqueles que não querem esperar pelo atendimento do SUS, que geralmente é mais demorado. O prefeito afirma que os encaminhamentos são feitos a pedido dos pacientes e os mesmos pagam uma taxa social.

José Arthur criticou o trabalho policial, avaliando que há um exagero na ação. O prefeito alega que as funcionárias são de carreira, sem nada que desabone sua conduta, têm residência própria e são conhecidas no Município, o que não justificaria a permanência delas na delegacia desde ontem.

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