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Interior

Advogado dançou com amigos no meio da rua minutos antes de ser executado

Néstor Ramón Echeverria era candidato a vereador e foi morto ontem em Pedro Juan Caballero

Por Helio de Freitas, de Dourados | 01/10/2021 09:19
Néstor Ramón Echeverria dançando com amigos minutos antes de ser morto. (Foto: Reprodução)
Néstor Ramón Echeverria dançando com amigos minutos antes de ser morto. (Foto: Reprodução)

Executado a tiros por pistoleiros na noite de ontem (30), na fronteira do Paraguai com Mato Grosso do Sul, Néstor Ramón Echeverria bebia e dançava com amigos minutos antes, para comemorar a vitória nas urnas, que ele considerava certa.

O advogado era candidato a vereador em Pedro Juan Caballero, cidade separada por uma rua de Ponta Porã (a 323 km de Campo Grande).

As eleições municipais acontecem no dia 10 deste mês. Conhecido na cidade como “advogado dos pobres”, Néstor comandava invasão de terrenos e ajudava famílias sem-terra a montar acampamentos.

Néstor integrava o grupo “Os 4 Fantásticos”, formado por ele e três amigos. Na noite desta quinta-feira, o candidato e os amigos promoveram protesto contra deputados que representam Pedro Juan Caballero no Congresso paraguaio. Depois se reuniram em um bar para beber, no Bairro Mariscal Estigarribia.

Felizes, os amigos dançaram na rua. Néstor aparece dançando com dois amigos, enquanto o quarto integrante do grupo grava o momento com o celular. Os outros três integrantes do grupo são José Fleitas, o advogado Ricardo Villalba e o também candidato a vereador Alcides Meireles.

Veja o vídeo:

Minutos depois, pelo menos dois pistoleiros usando capuz se aproximaram e começaram a atirar. Néstor foi atingido por 41 tiros e morreu na calçada da lanchonete. Ricardo Villalba levou tiro no braço e está internado.

Em fevereiro do ano passado, Néstor Echeverria tinha sofrido atentado a tiros em Pedro Juan Caballero. O pistoleiro disparou vários tiros em sua direção, mas apenas um dos disparos acertou de raspão no rosto do advogado.

Na época, Néstor Echeverria fazia série de denúncias contra o prefeito da cidade, José Carlos Acevedo, e contra outros políticos da mesma família.

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