Em semana de vacinação, Dourados tem outra morte por suspeita de chikungunya
Indígena de 29 anos estava internado no Hospital da Vida e morreu no dia 25 deste mês
Mais uma morte por suspeita de chikungunya foi registrada em Dourados, a 251 km de Campo Grande, cidade brasileira com maior taxa de mortalidade em decorrência da doença em 2026. A vítima mais recente é um indígena de 29 anos de idade. Morador na Aldeia Bororó, ele apresentou os sintomas no dia 19 deste mês e morreu 6 dias depois, no Hospital da Vida.
RESUMO
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De acordo com o COE (Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública), criado pela prefeitura para coordenar as ações contra a epidemia, agora são 4 mortes em investigação e 8 confirmadas. Ontem, Dourados iniciou a vacinação para tentar reduzir os casos graves e tem meta de imunizar 43 mil moradores de 18 a 59 anos. O município está em estado de calamidade de saúde pública por causa da epidemia.
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O Relatório Epidemiológico Diário, divulgado nesta terça-feira (28) pela prefeitura, informa que Dourados atingiu 7.100 notificações de pessoas com sintomas de chikungunya. São 2.554 casos confirmados, 2.633 em investigação e 1.913 descartados.
Até a manhã de hoje, 33 pessoas com a doença já confirmada ou ainda esperando resultado de exames estavam internadas em hospitais da cidade – 1 no Hospital Porta da Esperança (Missão Caiuá), 22 no HU-UFGD (Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados), 3 no Hospital Cassems, 3 no Hospital Regional, 1 no Hospital da Vida e 3 no Hospital Evangélico.
Apesar do aumento no número de mortes, a procura pela vacina no primeiro dia da campanha ficou abaixo da expectativa da Secretaria Municipal de Saúde. As Unidades Básicas de Saúde aplicaram apenas 207 doses nesta segunda-feira (27). Nas aldeias Bororó e Jaguapiru, onde a epidemia começou, apenas 30 pessoas procuraram os postos de saúde para receber a dose.
“É preciso manter a atenção total, redobrar os cuidados preventivos e buscar a vacinação, já que a procura no primeiro dia foi muito baixa”, afirmou Marcio Figueiredo, secretário de Saúde e coordenador-geral do COE.
Nos bairros, as equipes da prefeitura mantêm os mutirões de limpeza para recolher recipientes e outros materiais usados como criadouros do mosquito Aedes aegypti. Entre os dias 24 e 27 de abril, os agentes do CCZ (Centro de Controle de Zoonoses) vistoriaram 1.778 imóveis e encontraram 168 fechados.
Os proprietários foram notificados para fazer a limpeza desses locais e facilitar o acesso dos agentes. De acordo com a prefeitura, chama a atenção o fato de as equipes terem identificado apenas 6 focos do mosquito nos imóveis vistoriados.
“Apesar do pequeno número de focos, é importante que os moradores mantenham a atenção e os cuidados preventivos, sobretudo acabando com pontos de água parada no interior das residências”, alertou Marcio Figueiredo.
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