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Interior

Agricultor é espancado após fazer comentário sobre não trabalhar no feriado

Vítima conversava com amigo e homem da mesa ao lado se ofendeu com comentário que nem tinha relação com ele

Por Dayene Paz | 24/04/2022 16:28
Hematomas no rosto do agricultor, que está internado em Fátima do Sul. (Foto: Arquivo Pessoal)
Hematomas no rosto do agricultor, que está internado em Fátima do Sul. (Foto: Arquivo Pessoal)

Comentário sobre funcionário público não trabalhar no feriado terminou com o agricultor José de Souza, de 57 anos, conhecido como "Zé da Vaca", espancado por um desconhecido em uma conveniência de Vicentina, a 255 quilômetros de Campo Grande. José foi socorrido com graves ferimentos e ainda está internado em hospital de Fátima do Sul.

A filha dele, psicóloga e funcionária pública, Thaelize Evangelista, contou que o caso ocorreu no último dia 20, véspera de feriado. "Meu pai é santista e estava em uma conveniência, onde ele costuma assistir o jogo", descreve. Foi quando o amigo de Zé decidiu fazer uma aposta. "Então, meu pai falou: 'Meu time vai ganhar, aposto 200 reais, é o que eu tenho hoje, que amanhã tenho que trabalhar de novo, porque não sou funcionário público'", lembra a jovem.

Ferimento no joelho de José após agressão em conveniência. (Foto: Arquivo Pessoal)
Ferimento no joelho de José após agressão em conveniência. (Foto: Arquivo Pessoal)

Nesse momento, um homem que estava sentado em outra mesa se levantou. "Ele ouviu isso, levantou e deu um soco no meu pai, no lobo frontal. Meu pai caiu no chão e ele começou a espancar. O homem só parou porque as pessoas que estavam lá o tiraram de cima do meu pai". Naquele momento, Zé nem tinha reação. "Não conseguiu nem reagir, nem se defender", lembra a filha. Em seguida, o suspeito subiu em uma moto e fugiu.

José seguiu até a delegacia, onde registrou o boletim de ocorrência e depois, foi até o hospital passar por exame de corpo de delito. Em seguida, foi liberado. Zé ainda passou pela conveniência, conversou com amigos sobre o ocorrido e voltou para casa.

Thaelize contou que não mora na cidade e foi visitar os pais no feriado, dia seguinte ao ocorrido. "Quando cheguei em casa, vi que ele estava sangrando pelo nariz, lavou a camisa de sangue. Estava com muita dor e confuso, não conseguia ficar em pé. Então, levei correndo para o hospital da cidade vizinha, Fátima do Sul, onde ele passou por consulta", lembra.

A filha contou que os ferimentos já estavam graves pelo tempo que demorou para passar por atendimento médico. "Deu traumatismo craniano, ele estava muito ferido e teve que ficar internado". José está se recuperando, sem previsão de alta.

A filha está revoltada e pede por justiça. "Eu sou funcionária pública, minha irmã também é, porque meu pai iria querer ofender alguém, se nem conhecia o homem que o agrediu e a conversa nem tinha ligação com ele. Meu pai é um homem conhecido na cidade, trabalhador e nem beber ele bebe. A gente se sente incapaz, impotente, eu estou morta por dentro", lamentou.

Ainda conforme Thaelize, o agressor teria procurado a delegacia de polícia e registrado um boletim de ocorrência de vias de fato na conveniência.

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