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Interior

Homem que matou ex-candidato a vereador é condenado a 20 anos de prisão

Rogério Bezerra está preso e passou por sessão de julgamento do Tribunal do Juri, que determinou pena pelo assassinato

Por Lucia Morel | 26/10/2020 19:39
Adjalmo foi vítima de homicídio em novembro de 2017. (Foto: Arquivo)
Adjalmo foi vítima de homicídio em novembro de 2017. (Foto: Arquivo)

Rogério Bezerra, 40 anos, foi condenado a 20 anos e 2 meses de reclusão, em regime fechado, pelo assassinato de Adjalmo Vargas Machado, em novembro de 2017. A vítima foi candidata a vereador em Maracaju, no ano de 2016 e a motivação do crime seriam desavenças políticas.

Em sessão do Tribunal do Júri, presidida pelo juiz Marco Antônio Montagnana Morais, o magistrado entendeu que as circunstâncias do crime devem ser consideradas negativas, já que o homicídio foi praticado em frente à residência da vítima, local onde ninguém espera ser alvo de emboscada para morrer.

Conforme relatos no processo, Adjalmo foi atingido com vários tiros e morreu em consequência dos ferimentos. Segundo as investigações, quando a vítima chegou do trabalho e estacionou sua moto na frente da casa, o réu estava escondido, de tocaia, esperando para matá-la.

O assassino arquitetou a emboscada e, colocando um palito na fechadura do portão, surpreendeu a vítima com os disparos, não permitindo nenhuma possibilidade de defesa ou reação. Após cometer o crime, o atirador fugiu a pé na direção da Estação Ferroviária.

Mesmo ferida, a vítima clamou por socorro e gritava o nome do réu como autor do crime. Várias pessoas ouviram a declaração da vítima, que a repetiu para os policiais que foram ao local atender a ocorrência e horas depois, foi preso.

Ameaça a testemunhas - Além do homicídio, o réu foi também denunciado por ameaçar testemunhas, pois, entre os meses de dezembro de 2017 e janeiro de 2018, ameaçou duas pessoas, com o fim de favorecer interesse próprio.

Segundo o inquérito, em dezembro de 2017 o réu iniciou o incessante processo de ligações e mensagens para a primeira testemunha, bem como a passar várias vezes em frente ao trabalho da segunda testemunha, encarando-a para intimidá-la.

As atitudes do réu provocaram temor nas duas testemunhas, pois estas se sentiram ameaçadas. A primeira testemunha procurou ajuda na Promotoria de Justiça e a segunda mudou de residência.

Sobre este crime de coação, o magistrado entendeu estar presente o quesito da culpabilidade, e fixou a pena em um ano e dois meses de reclusão, além de 11 dias-multa, ficando o réu condenado a 20 anos e dois meses de reclusão, além de 11 dias-multa.

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