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Campo Grande, Terça-feira, 22 de Outubro de 2019

20/05/2019 15:48

Câmara rejeita recurso e sessão para cassar vereador começa às 17h

Defesa tentou mudar relatório da Comissão Processante apontando tratamento diferenciado a Idenor Machado

Helio de Freitas, de Dourados
Idenor presidiu Câmara por seis anos e hoje enfrenta pedido de cassação após ser preso em operação (Foto: Divulgação)Idenor presidiu Câmara por seis anos e hoje enfrenta pedido de cassação após ser preso em operação (Foto: Divulgação)

A Câmara de Dourados, cidade a 233 km de Campo Grande, rejeitou o recurso apresentado sexta-feira (17) pela defesa do vereador Idenor Machado (PSDB) para tentar mudar o relatório da Comissão Processante que pede a cassação dele por quebra de decoro. A sessão está marcada para 17h desta segunda-feira (20).

Presidente do Legislativo da segunda maior cidade de Mato Grosso do Sul por seis anos, Idenor foi preso no âmbito da Operação Cifra Negra, em dezembro do ano passado. Desde então, está afastado da Câmara por ordem judicial.

Após três meses de trabalho, a Comissão Processante instalada contra Idenor por quebra de decoro entregou na sexta-feira o parecer do relator Junior Rodrigues (PR) apontando “claros indícios de práticas ilegais” por parte de Idenor e “razões suficientes para embasar uma decisão de cassação de mandato”.

O advogado de defesa Felipe Cazuo Azuma pediu à Comissão Processante mudança no relatório, apontando “tratamento desigual” em comparação aos vereadores Pedro Pepa (DEM) e Pastor Cirilo Ramão (MDB), implicados nas mesmas denúncias. As comissões processantes instaladas contra eles emitiram parecer pelo arquivamento da cassação por falta de provas e os dois foram absolvidos na semana passada.

Hoje, o presidente da Câmara Alan Guedes (DEM) negou o recurso alegando que a Comissão Processante já finalizou seus trabalhos e que a lei não permite embargos declaratórios com pedido de efeito modificativo de relatório final, “estando os autos preparados para julgamento”.

A defesa de Idenor Machado disse discordar do presidente da Câmara e considerou a decisão “absurda”. O vereador é acusado pelo Ministério Público de chefiar o esquema de corrupção supostamente instalado no Legislativo douradense envolvendo empresas de tecnologia contratratas pela Câmara.

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