Câmeras de universidade onde jovem foi estuprada estão sem funcionar há meses
Homem estuprou a vítima no dia 1º de julho após ela sair da aula; estudantes cobram mais segurança no campus

O caso do retrato falado do homem procurado pela Polícia Civil por estuprar uma estudante de 19 anos em Paranaíba, a cerca de 410 quilômetros de Campo Grande, ganhou um novo desdobramento nesta segunda-feira (17). Conforme apurado pelo Campo Grande News, as câmeras de segurança da UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul), onde o crime aconteceu, estão sem funcionar há meses.
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A informação foi levada ao DCE (Diretório Central dos Estudantes) por amigas da vítima. Segundo uma estudante, que não terá o nome divulgado, as colegas procuraram a entidade na última quinta-feira (13) para relatar o caso e pedir providências relacionadas à segurança do campus.
A estudante contou que as amigas disseram que a vítima tentou obter imagens das câmeras de segurança para auxiliar na denúncia do estupro, mas descobriu que os equipamentos não estavam funcionando. Segundo ela, o problema já era conhecido pelos estudantes e vinha sendo cobrado desde o início do ano, quando uma série de furtos foi registrada na unidade.
“Há pelo menos oito meses não funcionam”, afirmou a estudante ao Campo Grande News. Ela explicou que os alunos já haviam questionado a universidade sobre os equipamentos após os furtos e recebido a informação de que as câmeras estavam inoperantes.
Além das câmeras, as estudantes também cobraram melhorias na iluminação do estacionamento, considerado um local escuro, e medidas para reforçar a segurança. De acordo com a representante do DCE, a vítima também está com medo de retornar às aulas, já que o suspeito ainda não foi identificado e permanece solto.
Segundo a estudante, a unidade de Paranaíba conta atualmente com apenas um vigia patrimonial terceirizado. Ela ressaltou que o profissional não é treinado para atuar em situações de conflito ou fazer abordagens de pessoas.
“Hoje a gente só tem um vigia patrimonial”, disse. Para ela, a universidade precisa discutir uma estrutura de segurança que proteja os estudantes, especialmente as mulheres, sem comprometer a autonomia da instituição.
A unidade de Paranaíba tem cerca de 500 alunos. O estacionamento é destinado principalmente a professores e servidores e é dividido em duas áreas. As estudantes que procuraram o DCE não souberam precisar em qual dos dois espaços o estupro ocorreu.
Ainda nesta segunda-feira, o reitor da UEMS deve participar de uma reunião com estudantes em Paranaíba. O DCE também programou uma manifestação no campus, às 19h, para cobrar medidas de segurança.
O estupro aconteceu no mês passado, quando a estudante de 19 anos saía da aula durante a noite. Conforme apurado anteriormente pelo Campo Grande News, ela foi abordada por um homem que pediu seu número de telefone. Após a negativa, ele a agarrou à força e cometeu o estupro.
A vítima conseguiu descrever o suspeito, o que permitiu a elaboração de um retrato falado divulgado pela Polícia Civil no dia 12 deste mês. O homem ainda não foi identificado.
O caso é investigado pela DAM (Delegacia de Atendimento à Mulher) de Paranaíba. A Polícia Civil orienta que qualquer informação que possa ajudar na identificação ou localização do suspeito seja repassada às autoridades e alerta para que ninguém tente abordá-lo ou confrontá-lo.
O Campo Grande News tentou contato com a UEMS e aguarda um posicionamento.
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