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Câmeras de universidade onde jovem foi estuprada estão sem funcionar há meses

Homem estuprou a vítima no dia 1º de julho após ela sair da aula; estudantes cobram mais segurança no campus

Por Clara Farias | 17/08/2026 13:19
Câmeras de universidade onde jovem foi estuprada estão sem funcionar há meses
Retrato falado de homem que estuprou jovem em Paranaíba feito com auxilio da inteligência artificial (Foto: Polícia Civil/Divulgação)

O caso do retrato falado do homem procurado pela Polícia Civil por estuprar uma estudante de 19 anos em Paranaíba, a cerca de 410 quilômetros de Campo Grande, ganhou um novo desdobramento nesta segunda-feira (17). Conforme apurado pelo Campo Grande News, as câmeras de segurança da UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul), onde o crime aconteceu, estão sem funcionar há meses.

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Câmeras de segurança da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul, em Paranaíba, estão inoperantes há pelo menos oito meses, o que dificultou a investigação do estupro de uma estudante de 19 anos ocorrido no estacionamento do campus. A vítima tentou obter imagens para auxiliar na denúncia, mas descobriu que os equipamentos não funcionavam. A Polícia Civil divulgou um retrato falado do suspeito, que segue solto.

A informação foi levada ao DCE (Diretório Central dos Estudantes) por amigas da vítima. Segundo uma estudante, que não terá o nome divulgado, as colegas procuraram a entidade na última quinta-feira (13) para relatar o caso e pedir providências relacionadas à segurança do campus.

A estudante contou que as amigas disseram que a vítima tentou obter imagens das câmeras de segurança para auxiliar na denúncia do estupro, mas descobriu que os equipamentos não estavam funcionando. Segundo ela, o problema já era conhecido pelos estudantes e vinha sendo cobrado desde o início do ano, quando uma série de furtos foi registrada na unidade.

“Há pelo menos oito meses não funcionam”, afirmou a estudante ao Campo Grande News. Ela explicou que os alunos já haviam questionado a universidade sobre os equipamentos após os furtos e recebido a informação de que as câmeras estavam inoperantes.

Além das câmeras, as estudantes também cobraram melhorias na iluminação do estacionamento, considerado um local escuro, e medidas para reforçar a segurança. De acordo com a representante do DCE, a vítima também está com medo de retornar às aulas, já que o suspeito ainda não foi identificado e permanece solto.

Segundo a estudante, a unidade de Paranaíba conta atualmente com apenas um vigia patrimonial terceirizado. Ela ressaltou que o profissional não é treinado para atuar em situações de conflito ou fazer abordagens de pessoas.

“Hoje a gente só tem um vigia patrimonial”, disse. Para ela, a universidade precisa discutir uma estrutura de segurança que proteja os estudantes, especialmente as mulheres, sem comprometer a autonomia da instituição.

A unidade de Paranaíba tem cerca de 500 alunos. O estacionamento é destinado principalmente a professores e servidores e é dividido em duas áreas. As estudantes que procuraram o DCE não souberam precisar em qual dos dois espaços o estupro ocorreu.

Ainda nesta segunda-feira, o reitor da UEMS deve participar de uma reunião com estudantes em Paranaíba. O DCE também programou uma manifestação no campus, às 19h, para cobrar medidas de segurança.

O estupro aconteceu no mês passado, quando a estudante de 19 anos saía da aula durante a noite. Conforme apurado anteriormente pelo Campo Grande News, ela foi abordada por um homem que pediu seu número de telefone. Após a negativa, ele a agarrou à força e cometeu o estupro.

A vítima conseguiu descrever o suspeito, o que permitiu a elaboração de um retrato falado divulgado pela Polícia Civil no dia 12 deste mês. O homem ainda não foi identificado.

O caso é investigado pela DAM (Delegacia de Atendimento à Mulher) de Paranaíba. A Polícia Civil orienta que qualquer informação que possa ajudar na identificação ou localização do suspeito seja repassada às autoridades e alerta para que ninguém tente abordá-lo ou confrontá-lo.

Em nota, a UEMS informou que acompanha a aluna desde que tomou conhecimento do caso. Segundo a universidade, imagens do circuito interno de segurança foram encaminhadas à Polícia Civil. A instituição explicou ainda que a instalação de câmeras está sendo realizada em algumas unidades em “formato de ação piloto”.

A universidade também informou que realiza um estudo para contratar uma empresa especializada em monitoramento para as unidades universitárias. As pró-reitorias de Ações Afirmativas e o setor de Equidade de Gênero foram acionados para prestar atendimento e acolhimento à estudante.

(*) Matéria atualizada às 17h36 para acréscimo de nota da universidade.

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