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Campo Grande, Sexta-feira, 24 de Março de 2017

15/07/2015 15:21

Chuva atinge 90 milímetros em duas semanas e castiga bairros sem asfalto

Helio de Freitas, de Dourados
Na rua Buriti, no bairro Estrela Tovi, chuva interrompeu obras de asfalto e moradores sofrem com a lama (Foto: Eliel Oliveira)Na rua Buriti, no bairro Estrela Tovi, chuva interrompeu obras de asfalto e moradores sofrem com a lama (Foto: Eliel Oliveira)

O volume de chuva deste mês em Dourados, a 233 km de Campo Grande, já é o dobro da média histórica de julho. De acordo com a estação agrometeorológica da Embrapa Agropecuária Oeste, do dia 1º até esta terça-feira (14), a precipitação acumulada era de 85,8 milímetros, o que equivale a 85,8 litros de água por metro quadrado. Em média, julho tem menos de 50 milímetros de chuva.

Nesta quarta-feira (15) a quantidade de chuva já é de 4,8 mm. Chove sem parar na segunda maior cidade de Mato Grosso do Sul desde ontem à tarde de ontem, mas não há registro de danos à população.

Bairros sem asfalto – Os maiores transtornos ocorrem nos bairros sem asfalto. Com 210 mil habitantes, Dourados tem pelo menos metade de seus bairros ainda com ruas de terra. Dois desses bairros são o Estrela Tovi e Parque do Lago II, na região oeste da cidade, onde as ruas ainda sem pavimentação estão tomadas pela lama e os moradores reclamam.

Nos últimos dois anos a prefeitura anunciou investimentos de quase R$ 80 milhões para asfalto, mas todas as obras iniciadas nos últimos meses estão paralisadas por causa das chuvas. O Estrela Tovi e o Parque do Lago II estão entre os bairros onde as obras foram iniciadas, mas estão paradas há vários dias.

As previsões do Ceptec/INPE indicam que a chuva deve continuar na região de Dourados até sexta-feira (17). O agrometeorologista da Embrapa, Ricardo Fietz, informou que a tendência é de chuvas acima da média também em agosto e setembro.

Segundo ele, a região centro-sul do Brasil está sob efeito do fenômeno El Niño, que ocorre no oceano Pacífico e influencia no clima. “As águas do Pacífico estão meio grau mais quentes, o que provoca inverno com temperaturas mais amenas e mais chuva em nossa região. Quando ocorre o contrário, ou seja, a água do Pacífico fica mais fria, sofremos os efeitos do La Niña, com invernos mais secos e mais frios”, explicou.

No Parque do Lago II, Rua Fradique Ferreira também estava com obra de asfalto, mas chuva interrompeu serviços há vários dias (Foto: Eliel Oliveira)No Parque do Lago II, Rua Fradique Ferreira também estava com obra de asfalto, mas chuva interrompeu serviços há vários dias (Foto: Eliel Oliveira)



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