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Campo Grande, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

22/02/2016 14:32

Com chuvarada, caramujo vira “praga” e ajuda a aumentar surto de dengue

Larvas do mosquito Aedes aegypti são encontradas na concha de caramujos africanos que infestam quintais em Dourados

Helio de Freitas, de Dourados
Caramujos em muro de terreno baldio próximo à Escola Imaculada Conceição (Foto: Eliel Oliveira)Caramujos em muro de terreno baldio próximo à Escola Imaculada Conceição (Foto: Eliel Oliveira)
CCZ orienta morador a recolher caramujo e colocar no lixo (Foto: Eliel Oliveira)CCZ orienta morador a recolher caramujo e colocar no lixo (Foto: Eliel Oliveira)

O caramujo de origem africana também virou uma praga em Dourados, a 233 km de Campo Grande. Depois que criações do bicho foram abandonadas pelos proprietários por não serem escargot, como se acreditava, o caramujo virou “praga” e atualmente há quintais infestados em quase todos os bairros da segunda maior cidade de Mato Grosso do Sul.

A coordenadora do CCZ (Centro de Controle de Zoonoses), Rosana Alexandre da Silva, disse que se não bastasse o risco que o animal representa para a saúde humana, agora o caramujo está contribuindo também com a infestação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, febre chikungunya e zica vírus. A concha dos animais mortos se transforma em criadouro, onde o mosquito deposita os ovos.

“Já encontramos focos do mosquito da dengue nessas conchas e mais uma vez precisamos do apoio da população para evitar esse problema”, afirmou a bióloga ao Campo Grande News.

Promessa de lucro fácil – Segundo Rosana da Silva, a infestação de caramujos em Dourados começou há vários anos, depois que criadores de escargot abandonaram a criação por descobrirem que tinham caído “no conto do vigário”. Iludidos de que teriam lucro maior e mais rápido, muitos douradenses investiram na produção, mas o caramujo africano não é comestível e os animais foram simplesmente deixados de lado.

Rosana disse que nesta época do ano, de muita chuva, é propícia para o aumento da infestação de caramujo. Em várias parte da cidade o bicho é visto em calçadas e muros de residências, principalmente de terrenos baldios.

“O caramujo gosta de muita umidade e pouca luz. Quintais com grande concentração de folhas e frutas em decomposição são os ambientes ideais para esse tipo de animal. Os ovos ficam na terra e quando chove os bichos aparecem”, explicou Rosana.

Segundo ela, a melhor forma de controle é catar os animais manualmente, com o uso de uma pá ou com luvas nas mãos, colocar em um balde com água e um pouco de água sanitária e depois destinar à coleta de lixo. “Não recomendamos jogar sal nem usar lesmicidas que são encontrados em algumas lojas. A forma mais eficaz de controle é a catação manual e o destino dos caramujos com a concha para o lixo que é coletado diariamente”.



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