ACOMPANHE-NOS     Campo Grande News no Facebook Campo Grande News no X Campo Grande News no Instagram Campo Grande News no TikTok Campo Grande News no Youtube
JANEIRO, QUINTA  15    CAMPO GRANDE 31º

Interior

Conexão histórica: Ponte Bioceânica será unida fisicamente no fim de maio

Gigante de aço e concreto avança para unir Brasil e Paraguai e aproximar o Atlântico do Pacífico

Por Toninho Ruiz, de Porto Murtinho | 15/01/2026 14:12
Conexão histórica: Ponte Bioceânica será unida fisicamente no fim de maio
Mais do que números, a ponte materializa um projeto estratégico: o Corredor Bioceânico. (Foto Toninho Ruiz)

Um gigante de aço e concreto começa a cumprir seu destino sobre o imponente rio Paraguai. No final de maio, as duas metades da Ponte Bioceânica vão se encontrar pela primeira vez, unindo fisicamente Porto Murtinho a Carmelo Peralta — e simbolizando um novo capítulo para a integração regional na América do Sul.

RESUMO

Nossa ferramenta de IA resume a notícia para você!

A Ponte Bioceânica, que liga Porto Murtinho (Brasil) a Carmelo Peralta (Paraguai), alcançará importante marco no final de maio, quando suas duas metades se encontrarão sobre o rio Paraguai. Com 1.200 metros de extensão e vão central de 354 metros, a estrutura é parte fundamental do Corredor Bioceânico, rota que conectará Brasil, Paraguai, Argentina e Chile. Após a união das estruturas, serão realizadas as etapas finais, incluindo pavimentação e sinalização, com previsão de conclusão em agosto. A obra promete reduzir custos logísticos e fortalecer setores como agronegócio, indústria e turismo, consolidando Porto Murtinho como ponto estratégico para acesso ao Oceano Pacífico.

Com 1.200 metros de extensão, 21 metros de largura e 35 metros de altura em relação à calha do rio, a estrutura impressiona também pelo vão central de 354 metros, pensado para garantir a navegabilidade no caudaloso rio Paraguai. Mais do que números, a ponte materializa um projeto estratégico: o Corredor Bioceânico, rota logística que conecta Brasil, Paraguai, Argentina e Chile, encurtando distâncias entre o Atlântico e o Pacífico.

Encontro das estruturas e reta final

A união das duas metades marca um dos momentos mais simbólicos da obra. Depois disso, começa a etapa final: implantação de calçadas, pistas, iluminação viária e ornamental, pavimentação e sinalização. O cronograma prevê a conclusão dessa fase até agosto.

No lado paraguaio, os acessos à ponte devem ficar prontos em novembro, fechando o ciclo de obras necessárias para a operação plena do equipamento. A ponte é peça-chave da Rota Bioceânica, cujo terceiro trecho segue em construção entre Mcal. Estigarribia e Pozo Hondo, no Chaco paraguaio.

Impacto além da engenharia

A expectativa é que a nova ligação reduza custos logísticos, amplie mercados e fortaleça cadeias produtivas — do agronegócio à indústria e ao turismo. Para Mato Grosso do Sul, a obra consolida Porto Murtinho como porta de saída estratégica para o Pacífico, reposicionando a região no mapa do comércio internacional.

Quando aço encontra aço sobre o rio, não é apenas uma ponte que se fecha. É um caminho que se abre — para pessoas, negócios e oportunidades — ligando territórios e encurtando oceanos.