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Cidades

DNIT concentrou investimentos em obras no entorno da Rota Bioceânica em MS

Departamento aplicou R$ 500 milhões em construção, restauração e manutenção de rodovias federais no estado

Por Jhefferson Gamarra | 02/01/2026 14:58
DNIT concentrou investimentos em obras no entorno da Rota Bioceânica em MS
Construção do acesso à ponte internacional da Rota Bioceânica (Foto: Divulgação)

O DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) manteve, ao longo do 2025, uma agenda de obras em Mato Grosso do Sul, com destaque para intervenções diretamente ligadas à Rota Bioceânica. As ações envolveram tanto a continuidade quanto o início de projetos estratégicos de construção, restauração, manutenção e conservação de rodovias federais, com investimentos aproximados de R$ 500 milhões.

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O DNIT mantém investimentos significativos em obras relacionadas à Rota Bioceânica em Mato Grosso do Sul, com destaque para a construção do acesso à ponte internacional na BR-267, ligando Porto Murtinho a Carmelo Peralta, no Paraguai. O projeto, que integra o Novo PAC, conta com investimento de R$ 496 milhões e já apresenta 40% de evolução.Entre as principais intervenções, destaca-se também a restauração de 101,1 quilômetros da BR-267 e a implantação do lote 4 da BR-419, fundamental para a integração logística do Brasil com os portos do Chile. As obras incluem ainda medidas de proteção à fauna na BR-262 e melhorias na Ponte Hélio Serejo, totalizando aproximadamente R$ 500 milhões em investimentos.

Um dos principais focos está na BR-267, onde o DNIT deu início à construção do acesso à ponte internacional da Rota Bioceânica, empreendimento integrante do Novo PAC. A obra prevê a implantação de 13,1 quilômetros de rodovia, garantindo ligação mais segura entre Porto Murtinho e Carmelo Peralta, no Paraguai. O investimento total é de R$ 496 milhões.

Atualmente, a obra apresenta avanços significativos. Já foram executados 895.109 mil metros cúbicos de terraplenagem compactada, o que representa 40,17% de evolução. As Obras de Arte Corrente e as passagens de fauna foram concluídas, assim como a instalação de cercas e alambrados que delimitam a faixa de domínio. Ao todo, 8,14 quilômetros de terraplenagem já estão finalizados. Neste momento, os trabalhos estão concentrados na concretagem de vigas no pátio da construtora. Até agora, foram medidos R$ 168 milhões em serviços executados.

DNIT concentrou investimentos em obras no entorno da Rota Bioceânica em MS
Restauração de 101,1 quilômetros da BR-267, no trecho entre Porto Murtinho e Alto Caracol (Foto: Divulgação)

Ainda na BR-267, o DNIT executa a restauração de 101,1 quilômetros da rodovia, no trecho entre Porto Murtinho e Alto Caracol, também voltada a atender as demandas da Rota Bioceânica. O investimento previsto é de R$ 254 milhões. Desse total, 63 quilômetros já foram entregues totalmente restaurados. Em 2025, foram concluídos 23 quilômetros, com implantação de acostamentos em ambos os lados da pista, além da construção de 11,06 quilômetros de terceiras faixas novas.

A rodovia também recebeu serviços de manutenção preventiva na Ponte Hélio Serejo, estrutura com 2.550 metros de extensão localizada sobre o Rio Paraná, na divisa entre Mato Grosso do Sul e São Paulo. As intervenções incluíram substituição dos aparelhos de apoio, remoção de resíduos, limpeza da estrutura e recuperação de pontos danificados.

Na BR-262, o DNIT iniciou, em 2025, a execução de um contrato voltado à mitigação de atropelamentos de fauna. O projeto prevê a implantação de 170 quilômetros de cercas condutoras de fauna, sete passagens superiores, dez passagens subterrâneas, além de sinalização vertical e redutores de velocidade. Com valor provisionado superior a R$ 30 milhões, a rodovia recebe atualmente o maior investimento público do país nessa área e tem potencial para se tornar referência nacional em mitigação de impactos à fauna silvestre.

DNIT concentrou investimentos em obras no entorno da Rota Bioceânica em MS
Cercas condutoras de preservação da fauna na BR-262 (Foto: Divulgação)

Outro empreendimento de destaque é a implantação do lote 4 da BR-419. O DNIT já concluiu 53,2 quilômetros em tratamento superficial duplo, que receberão, em 2026, o CBUQ (Concreto Betuminoso Usinado a Quente) como camada final. Também foram concluídas duas pontes, e os trabalhos seguem na finalização do contorno de Aquidauna/Anastácio, incluindo a ponte sobre o Rio Aquidauana e os serviços restantes de pavimentação. A previsão é que os serviços sejam concluídos em julho de 2026. Até o momento, mais de R$ 158 milhões já foram investidos nessa obra, também integrante do Novo PAC.

Em relação aos projetos dos lotes 2 e 3 da BR-419, ambos já foram contratados, com Ordem de Início emitida em 1º de julho deste ano. A previsão é que os projetos sejam concluídos até julho de 2026. Após essa etapa, o DNIT deverá licitar as obras correspondentes a um trecho de 125 quilômetros. O lote 1 da rodovia já está concluído.

A implantação completa da BR-419 é considerada estratégica para o desenvolvimento regional e nacional, principalmente por sua integração direta ao Corredor Bioceânico. A rodovia consolida um eixo logístico fundamental ao conectar Mato Grosso do Sul às rotas internacionais de exportação que ligam o Brasil aos portos do norte do Chile, passando por Paraguai e Argentina. Com isso, há redução de distâncias, custos de transporte e tempo de escoamento da produção.

Além do impacto logístico, a BR-419 contribui para o aumento da competitividade do agronegócio, da indústria e do comércio exterior. A rodovia fortalece a integração econômica sul-americana e impulsiona o desenvolvimento socioeconômico regional, ao melhorar a fluidez do transporte, atrair investimentos, gerar empregos e ampliar o acesso a serviços públicos e privados.

Do ponto de vista estratégico, sua conclusão amplia a inserção do Brasil no comércio internacional, diversifica rotas de exportação e reduz a dependência dos portos do Atlântico, alinhando-se às políticas de integração regional e de infraestrutura logística de longo prazo.