Confronto entre agentes antidrogas e policiais paraguaios deixa um ferido
Ministro-chefe da Senad desmentiu troca de tiros e diz que segurança de fazenda disparou na própria perna

Agentes da Senad (Secretaria Nacional Antidrogas) e integrantes da Polícia Nacional do Paraguai entraram em confronto nesta quinta-feira (16) em uma fazenda no distrito de Corpus Christi, no departamento de Canindeyú, a 35 km de Sete Quedas, em Mato Grosso do Sul.
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Agentes da Senad e policiais do Grupo Especial de Operações do Paraguai entraram em confronto em uma fazenda no distrito de Corpus Christi, em Canindeyú, a 35 km de Mato Grosso do Sul. Um segurança ficou ferido. O ministro da Senad negou o confronto, alegando acidente, mas não explicou a vidraça perfurada por tiros. A Polícia Nacional paraguaia não se manifestou sobre o ocorrido.
De acordo com a imprensa paraguaia, equipes da Senad que atuam na Operação Nova Aliança foram até a propriedade após denúncia revelar possível esconderijo de narcotraficantes ou até mesmo de guerrilheiros do EPP (Exército do Povo Paraguaio).
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Moradores dos arredores perceberam movimentação de homens fortemente armados usando roupas camufladas e avisaram a agência, segundo a versão oficial. Quando chegaram à propriedade, os agentes especiais teriam sido recebidos a tiros por seguranças privados e por policiais do GEO (Grupo Especial de Operações), tropa de elite da Polícia Nacional.
Durante o confronto, o segurança Julio César Lopes Portillo, de 39 anos, ficou ferido na perna e foi levado para o hospital de Salto del Guairá, capital de Canindeyú. Imagens gravadas por policiais e divulgadas pela mídia paraguaia mostram uma vidraça estilhaçada por tiros.
Após a história virar manchete nos meios de comunicação, o ministro-chefe da Senad, Jalil Rachid, tentou minimizar os fatos e negou o confronto entre seus agentes e policiais. Em entrevista à rádio Monumental AM, alegou que o segurança teria atirado acidentalmente na própria perna. Não explicou, no entanto, a vidraça perfurada por disparos.
Segundo ele, a denúncia revelou suposta presença de guerrilheiros ou de traficantes ligados ao chefe narco Felipe Santiago Acosta Riveros, o “Macho”. Entretanto, o denunciante teria confundido os policiais do GEO com criminosos. Até agora a Polícia Nacional do Paraguai não se manifestou sobre os fatos e nem explicou o motivo da presença do grupo de elite na propriedade.
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