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Campo Grande, Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

27/07/2016 15:33

Coordenador da Sesai chega a bloqueio com máquina para perfurar poços

Helio de Freitas, de Dourados
Capitão Sílvio de Leão (à esquerda) fala com coordenador da Sesai (ao centro) e com assessor jurídico do órgão (Foto: João Pires)Capitão Sílvio de Leão (à esquerda) fala com coordenador da Sesai (ao centro) e com assessor jurídico do órgão (Foto: João Pires)
Máquina para perfurar poços artesianos já chegou ao local (Foto: João Pires)Máquina para perfurar poços artesianos já chegou ao local (Foto: João Pires)

O coordenador do Distrito Sanitário Especial Indígena da Sesai (Secretaria Especial de Saúde Indígena) em Mato Grosso do Sul, Edemilson Canale, está reunido com índios que desde segunda-feira bloqueiam a MS-156, no município de Dourados, a 233 km de Campo Grande.

Ele chegou por volta de 14h20 ao local do protesto, na rotatória de acesso à reserva indígena, acompanhado pelo deputado federal Geraldo Resende (PSDB) e pelo assessor jurídico Sesai, Marcelo da Silva Lins.

Uma máquina de perfuração de poços rebocada por um caminhão da Funasa (Fundação Nacional de Saúde) também chegou ao local. O motivo do protesto dos índios é a falta de água nas aldeias Bororó e Jaguapiru. Eles cobram a perfuração imediata de dois poços artesianos, prometidos pela Sesai em maio, mas que até agora não foram iniciados.

Após a chegada dos representantes da Sesai e dos equipamentos, representantes dos índios se reuniram em um estabelecimento comercial próximo ao local para decidir se vão liberar a rodovia imediatamente ou apenas depois do início da perfuração dos poços.

A rodovia, que liga Dourados a Itaporã e Maracaju, foi bloqueada na segunda-feira de manhã e liberada no fim da tarde. Ontem cedo voltou a ser interditada e os carros só puderam passar após 17h. Hoje cedo mais uma vez a rodovia foi fechada pelos índios.

Eles afirmam que tomaram a decisão porque estão “cansados de promessas”. A data para início da perfuração dos poços foi alterada várias vezes. A falta de água atinge quatro mil pessoas na reserva, que tem 15 mil habitantes.



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