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Campo Grande, Domingo, 25 de Junho de 2017

19/06/2017 09:30

Crise na saúde ameaça deixar pacientes de câncer sem atendimento

Médicos da equipe de oncologia do Hospital Evangélico de Dourados ameaçam suspender atendimento em 30 dias

Helio de Freitas, de Dourados
Ala do Hospital Evangélico que atende pacientes com câncer em Dourados (Foto: Dourados Agora)Ala do Hospital Evangélico que atende pacientes com câncer em Dourados (Foto: Dourados Agora)

Pacientes com câncer que moram em Dourados e cidades da região correm o risco de ficar sem atendimento dentro de 30 dias. Médicos da equipe de oncologia do Hospital Evangélico ameaçam suspender o atendimento por não possuírem vínculo empregatício com a entidade mantenedora do hospital.

O problema ocorre porque o contrato de prestação de serviço firmado por intermédio do Centro de Tratamento de Câncer de Dourados foi encerrado. A ameaça de suspensão do atendimento já foi comunicada à Secretaria Municipal de Saúde.

Os médicos também comunicaram a decisão de suspender o atendimento ao Ministério Público Estadual, Ministério Público Federal e ao CRM (Conselho Regional de Medicina).

No documento, os profissionais afirmam que a responsabilidade em assegurar o tratamento passa a ser da Secretaria de Saúde do município, alegação questionada pelo secretário Renato Vidigal.

“Fizemos a nossa parte, licitamos o serviço a partir do momento em que o Evangélico decidiu suspender o contrato que mantinha com essa equipe médica. o Hospital Cassems e o próprio CTCD foram os vencedores do certame, mas existe um prazo legal de seis meses para a empresa ganhadora se estabelecer”, informou.

Ele considerou a notificação uma ameaça e defendeu a intervenção do MPE e do Poder Judiciário para que o Hospital Evangélico continue tratando os pacientes até que os ganhadores da licitação assumam o serviço.

A prefeitura informou que mantém contatos com outras equipes médicas dispostas a assumir o serviço de oncologia. “A própria Cassems e mesmo o CTCD já se colocaram à disposição para assumirem, caso a equipe médica do HE realmente paralise a atividade em 30 dias”, afirmou Renato Vidigal.




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