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Campo Grande, Segunda-feira, 18 de Dezembro de 2017

15/02/2016 15:44

Diretor diz que paciente abandonou UPA sem autorização médica

Jovem de 19 anos morreu na madrugada de domingo após sofrer ferimento em acidente; família diz que rapaz recebeu alta sem ter ferimento suturado

Helio de Freitas, de Dourados
Família denunciou que rapaz morreu após ser liberado da UPA sem atendimento, mas diretor diz que ele deixou local sem ordem médica (Foto: Arquivo)Família denunciou que rapaz morreu após ser liberado da UPA sem atendimento, mas diretor diz que ele deixou local sem ordem médica (Foto: Arquivo)

A direção da UPA (Unidade de Pronto Atendimento) de Dourados, cidade a 233 km de Campo Grande, informou hoje (15) que o rapaz de 19 anos, morto na madrugada de domingo em consequência de ferimentos provocados durante acidente de trânsito, deixou a unidade sem autorização médica e antes do fim dos procedimentos.

Wesley Alves da Silva sofreu acidente por volta de 14h de sábado (13), no cruzamento das ruas Joaquim dos Santos e Major Capilé, no Jardim Caramuru. Levado para a UPA, ele teria sido liberado, segundo a família, sem ter o ferimento suturado. Horas depois, ele passou mal e foi levado para o Hospital da Vida, onde morreu.

Um boletim de ocorrência foi, registrado por Éder Alves da Silva, 29, irmão da vítima. Ele contou que o rapaz seguia em uma motocicleta Honda Biz, tendo como passageiro Welber Alves Mourão, quando se envolveu em uma colisão com um Ford Ecosport, conduzido por Fabrícia da Rosa.

Wesley foi socorrido pelo Samu (Serviço de Atendimento Médico de Urgência) e levado à UPA. Segundo o boletim de ocorrência, e em ele teria sido liberado sem a sutura do ferimento.

Em “nota de esclarecimento” divulgada hoje, o diretor técnico da UPA, Antônio Flávio Bichofe, negou que tenha faltado atendimento e disse que o rapaz teria deixado a unidade sem autorização do médico que acompanhava o caso.

“A vítima chegou neste serviço às 13h50, sendo imediatamente recepcionado por médico plantonista em área vermelha, onde recebeu o atendimento inicial, conforme preconizado por diretrizes internacionais. Ao exame físico, evidenciavam-se agitação psicomotora e escoriações em membro inferior esquerdo. Paciente, ao ser questionado por profissional da equipe assistente, referiu queixa álgica [dor] em região lombar e cervical”, diz a nota.

Segundo o diretor, imediatamente o paciente teria sido encaminhado para exame radiográfico, “analgesia e observação assistida”.

Às 15h45 de sábado, segundo a nota, o médico plantonista avaliou o resultado do exame e fez a reavaliação do paciente. “Durante a realização do exame clínico, esse apresentou-se pouco colaborativo, comprometendo, portanto, a acurácia da avaliação, e consequentemente a impressão diagnóstica do caso. A equipe assistente foi orientada a manter o mesmo sob seus cuidados e suporte até nova avaliação”, afirmou Antônio Flávio.

Às 16h20, conforme o diretor da UPA, o médico plantonista não mais encontrou o paciente na sala de observação e ele não teria respondido à chamada nominal.



Fiz muitos plantões em posto de saúde 24 horas em Campo Grande, e sei que muitos pacientes simplesmente "fogem" do repouso, enquanto estão sendo medicados. Provavelmente ficou com medo de ser pego numa provável embriaguês, uso de alguma substância, ou mesmo por pilotar sem habilitação e se evadiu do lugar, isso é comum até por demais... Só espero que a família não queria usar isso como desculpa para processar e querer arrancar alguma grana do município, como também tenho visto muitos casos...
 
Mariana Carvalho em 15/02/2016 21:53:15
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