Para moradores da Nhanhá, buraco na rua é o menor dos problemas
Aumento dos roubos e furtos gera insegurança no bairro
Os buracos nas ruas de Campo Grande no verão são um problema secundário para os moradores da Vila Nhanha, que convivem com a insegurança e aumento dos furtos na região. A presidente do bairro, Rose Pereira, de 60 anos, afirma que a situação está fora de controle.
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Moradores da Vila Nhanhá, em Campo Grande, enfrentam uma onda crescente de furtos que supera a preocupação com os buracos nas ruas do bairro. A presidente da região, Rose Pereira, relata que os crimes ocorrem constantemente, com um suspeito conhecido pela comunidade atuando em diversos estabelecimentos. A situação afeta inclusive a escola municipal Heitor Castoldi, que já foi alvo de três furtos somente em 2026. Os criminosos levam desde fios elétricos até utensílios de cozinha, causando transtornos à comunidade escolar e aos moradores, que precisam reforçar a segurança de suas residências.
"Aqui os furtos acontecem toda hora, de dia e de noite", disse. "Para vc ter uma ideia, o menor dos problemas são os buracos. E olha que tem muitos. Nossos problemas são essas pragas que roubam o fio da gente, roubam tudo", completa.
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Ela conta que um dos ladrões é conhecido por todos os moradores por já ter furtado diversos locais e ser flagrado por câmeras de segurança várias vezes. "Tem um cara aqui que a gente não tem controle, ele rouba tudo, mercado, igreja", relata. Na busca por solução, ela já solicitou a troca de mais de 30 lâmpadas que não estão funcionando porque tiveram os fios furtados.
A moradora Lena Lune, de 70 anos, afirma que sua casa só não foi alvo do crime pelo reforço da segurança. Sobre o muro, a cerca elétrica e a concertina ajudam a dificultar a aproximação de ladrões.

Mesmo assim, a moradora conta que já foi vítima da onda de insegurança. Ao servir um copo de água para um rapaz que parou na vendinha da família, teve o celular furtado.
Ela mora em frente ao Colégio Municipal Heitor Castoldi, na rua Rua dos Peixes, e relata que a escola é um dos alvos preferidos dos furtos na região. Segundo ela, além dos tradicionais fios, já levaram até as panelas da escola.
De acordo com o relato de um morador que não quis se identificar, enviado ao canal Direto das Ruas do Campo Grande News, somente em 2026, a escola já foi furtada três vezes.
"Já entraram nela em várias ocasiões. Utensílios de cozinha, bebedouros, relógios medidores do padrão de energia sempre são saqueados. Em dois meses e meio, a escola foi assaltada três vezes, uma delas, inclusive, à luz do dia, em um dia comercial, com aulas acontecendo", disse.

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