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Interior

Dono de Shopping China é intimado a se defender em processo da Lava Jato

Entre os paraguaios notificados pela Justiça brasileira está o ex-presidente Horacio Cartes

Por Helio de Freitas, de Dourados | 08/07/2020 14:57
Felipe Cogorno Alvarez foi alvo da Operação Patrón, no ano passado (Foto: Amambay News)
Felipe Cogorno Alvarez foi alvo da Operação Patrón, no ano passado (Foto: Amambay News)

O empresário Felipe Cogorno Alvarez está entre os oito cidadãos paraguaios intimados pela Justiça Federal brasileira a apresentar defesa na ação penal instaurada no âmbito da Operação Patrón, uma das fases da Lava Jato, desencadeada em novembro do ano passado.

Acusado de fazer parte da quadrilha do doleiro brasileiro Dario Messer, Cogorno é dono das maiores lojas de importados de Pedro Juan Caballero, o Shopping China e o Planet Outlet – fechados desde março por causa da pandemia do novo coronavírus.

Além dele, foram intimados a se manifestar por escrito o ex-presidente paraguaios Horacio Cartes, apontado como sócio de Dario Messer, a advogada e filha de ex-senador do Paraguai Leticia Bóbeda, o empresário Roque Silveira e os doleiros Lucas Lucio Mereles, Édgar Aranda, José Valdez e Jorge Ojeda, o “Finolo”.

Todos são apontados como integrantes da organização criminosa acusada de lavagem de dinheiro e de garantir a fuga de Dario Messer, preso em 2019 em São Paulo e atualmente em prisão domiciliar devido à pandemia.

O promotor de Assuntos Internacionais do Paraguai, Manuel Doldán, disse nesta quarta-feira (8) que a carta rogatória enviada pela Justiça brasileira chegou ontem a Asunción. Em entrevista à rádio 780 AM, o promotor disse que os intimados têm prazo de dez dias para apresentar a defesa. Caso contrário, serão designados defensores públicos para representar os réus.

Todos os cidadãos paraguaios intimados ontem tiveram a prisão preventiva decretada em novembro do ano passado, mas Horacio Cartes conseguiu habeas corpus no STF (Supremo Tribunal Federal). Os outros mandados continuam em vigor. Entretanto, como os acusados estão em território paraguaio, nunca foram cumpridos.