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Campo Grande, Sexta-feira, 28 de Fevereiro de 2020

14/02/2020 09:19

STJ nega liberdade à pecuarista alvo de operação contra "doleiro dos doleiros"

Ele foi inserido no núcleo político da operação Patrón, realizada em 19 de novembro pela Polícia Federal

Aline dos Santos
Viatura da Polícia Federal em frente à mansão da família Mota, em Ponta Porã, no dia 19 de novembro.  (Foto: Direto das Ruas)Viatura da Polícia Federal em frente à mansão da família Mota, em Ponta Porã, no dia 19 de novembro. (Foto: Direto das Ruas)

O STJ (Superior Tribunal de Justiça) negou liberdade para o pecuarista Antonio Joaquim da Mota, preso em 19 de novembro do ano passado, em Ponta Porã, durante a operação Patrón, fase da Lava Jato.

A defesa pediu a revogação ou substituição da prisão preventiva. Na última quarta-feira (dia 12), o ministro Rogério Schietti Cruz indeferiu a liminar no pedido de habeas corpus e solicitou informações à 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro sobre o atual estágio da investigação.

O ministro destacou que se trata de apuração de graves delitos de evasão de divisas, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Conforme a decisão, "os investigados estavam supostamente auxiliando Dario [Messer], independente da sua situação de foragido da justiça brasileira", adotaram cuidados para não chamarem a atenção das autoridades, mas não hesitaram em manter negócios com o doleiro.

Inserido no núcleo político da operação Patrón, etapa da Lava Jato com alvos em Mato Grosso do Sul, o pecuarista ofertou mais do que abrigo a Dario Messer, o “doleiro dos doleiros”, que estava foragido.

De acordo com a denúncia do MPF (Ministério Público Federal), Antonio, apelidado de Tonho, confessou que ocultou 232 mil dólares a pedido de Messer. O compromisso era de repassar valores para a então noiva do doleiro.

A família Mota é dona de empresas no Paraguai, com imóveis em Ponta Porã e Pedro Juan Caballero, cidades na fronteira entre Mato Grosso do Sul e Paraguai. No curso das investigações, fotografias e acesos à rede wi-fi, de maio a setembro de 2018, mostram que a família abrigou Messer em Pedro Juan. O doleiro ficou foragido entre maio de 2018 e julho de 2019.

Ao todo, o MPF denunciou 19 pessoas, divididos em três núcleos: financeiro, operacional e político. Neste último, segundo a procuradoria “estão aqueles que detém poder ou estão próximos dos que detém, com intuito de garantir as atividades da Orcrim [organização criminosa]e a sua impunidade”.

No núcleo político, estão sete réus. Dentre elas, Messer, Antonio Mota, Horacio Cartes (ex-presidente do Paraguai) e Felipe Cogorno Alvarez (diretor do Grupo Cogorno, administrador do Shopping China). O juiz Marcelo Bretas aceitou a denúncia no mês de janeiro. A defesa do pecuarista informou que não comenta caso em andamento. Antonio Mota está no presídio Ricardo Brandão, em Ponta Porã. 

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