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Interior

Dono de transportadora está entre presos em operação contra o narcotráfico

Nelson Ormai Rodrigues é sócio-proprietário da Douratrans Transportes e foi preso na fazenda em Deodápolis

Por Helio de Freitas, de Dourados | 07/12/2021 09:28
Agentes da PF deixam casa de empresário em bairro nobre de Dourados. (Foto: Adilson Domingos)
Agentes da PF deixam casa de empresário em bairro nobre de Dourados. (Foto: Adilson Domingos)

O empresário douradense Nelson Ormai Rodrigues foi preso nesta terça-feira (7), na Operação Geminus, desencadeada pela Polícia Federal contra organização criminosa que movimentava cinco toneladas de cocaína por ano, de Mato Grosso do Sul para o Rio Grande do Sul.

Sócio-proprietário da Douratrans Transporte, localizada no Parque das Nações II (região leste de Dourados), Nelson teria sido preso em sua fazenda, localizada no município de Deodápolis, outro município sul-mato-grossense, onde estão sendo cumpridos mandados de busca e de prisão, expedidos pela Justiça Federal do Rio Grande do Sul.

Os policiais federais também estiveram na casa dele, localizada na Rua França, no Jardim Mônaco (região norte de Dourados). Depois de quase três horas, os agentes deixaram o local levando malotes. A reportagem apurou que até marretas foram usadas para quebrar paredes e piso atrás de esconderijo de dinheiro.

Existe informação extraoficial de que a mulher de Nelson, sócia dele na transportadora, também estaria entre os alvos da operação. A PF informou que 5 mandados de prisão e 17 de busca e apreensão foram cumpridos em MS (Dourados, Deodápolis, Maracaju e Ponta Porã), mas não divulgou nomes.

Em Dourados, além dos dois mandados de prisão, os policiais federais cumpriram nove mandados de busca e apreensão. Um dos locais visitados foi o escritório de contabilidade Orteco, o mais tradicional da cidade, com quase 40 anos de atividade.

Agente da Polícia Federal vasculha documentos em escritório de contabilidade em Dourados. (Foto: Divulgação)
Agente da Polícia Federal vasculha documentos em escritório de contabilidade em Dourados. (Foto: Divulgação)

Agronegócio – Iniciada em 2019 após a apreensão de 271 quilos de cocaína no Rio Grande do Sul, a investigação da PF revelou que o esquema funcionava em estreita ligação com o agronegócio.

Caminhões que transportam produtos agrícolas eram usados para levar a cocaína da fronteira com o Paraguai para o Rio Grande do Sul e empresas do agronegócio serviam de fachada para lavagem do dinheiro obtido com a venda de cocaína.

A organização criminosa era comandada por núcleo familiar estabelecido em Deodápolis (MS) e Viamão (RS). A droga seguia de MS para propriedade rural no município de Viamão, de onde era distribuída para traficantes das regiões de Porto Alegre e Vale dos Sinos.

O dinheiro era inserido na economia formal através de simulação de prestação de serviço de transporte, declaração de produção de grãos inexistente, atividade pecuária na região de Deodápolis, empresa de locação de máquinas e equipamentos para a construção e outras aquisições de bens móveis e imóveis em nome de terceiros.

A operação foi denominada Geminus, porque dois integrantes do alto escalão da organização são irmãos gêmeos idênticos, sendo que um deles gerencia os negócios ilícitos no Rio Grande do Sul e o outro em Mato Grosso do Sul.

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