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Interior

Dourados investiga duas novas mortes por suspeita de chikungunya

Cidade soma 1.365 casos confirmados e segue com hospitais e unidades de pronto-atendimento sobrecarregadas

Por Mylena Fraiha e Helio de Freitas, de Dourados | 05/04/2026 16:16
Dourados investiga duas novas mortes por suspeita de chikungunya
Larvas de mosquito transmissor da chikungunya encontradas em Dourados (Foto: Flávio Verão/Divulgação).

Os casos de chikungunya continuam em alta em Dourados, município a 251 quilômetros de Campo Grande, e duas mortes também são investigadas por possível relação com a doença. Os dados também apontam aumento de casos em bairros como Parque do Lago, BNH IV Plano e Jardim Jóquei Clube. As informações constam em boletim epidemiológico divulgado neste domingo (5) pela Sems (Secretaria Municipal de Saúde), com dados referentes ao período de 29 de março a 4 de abril.

RESUMO

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Dourados, a 251 km de Campo Grande, enfrenta epidemia de chikungunya com 3.671 notificações desde o início do ano, sendo 1.365 casos confirmados. Cinco mortes foram confirmadas e duas seguem sob investigação, incluindo um homem de 55 anos e um adolescente de 12 anos. A taxa de positividade dos exames é de 74,42% e 35 pessoas estão internadas. Aldeias indígenas concentram 1.996 notificações e todos os óbitos confirmados são de pacientes indígenas.

O relatório aponta que duas mortes, de um homem de 55 anos, sem comorbidades, e de um adolescente de 12 anos, também sem comorbidades, estão sob investigação por possível relação com chikungunya.

De acordo com o informe, o município segue em situação de emergência em saúde pública em razão do avanço da doença. Desde o início do ano, foram registradas 3.671 notificações de chikungunya. Desse total, 2.733 são casos prováveis, 1.365 confirmados, 469 descartados e 1.837 ainda estão em investigação.

Dourados investiga duas novas mortes por suspeita de chikungunya
Boletim da Sems traz dados de 29 de março a 4 de abril (Foto: Reprodução).

A taxa de positividade dos exames está em 74,42%, índice considerado extremamente alto e que indica intensa circulação do vírus no município. Conforme parâmetros de organismos internacionais de saúde, taxas acima de 5% já indicam transmissão não controlada, o que reforça o cenário epidêmico na cidade.

O boletim epidemiológico mostra que a curva de casos ainda está em ascensão. Embora haja uma aparente queda na semana epidemiológica mais recente, a Secretaria de Saúde explica que isso ocorre por atraso na atualização dos dados, algo comum em períodos de epidemia e sobrecarga nos serviços de saúde.

O avanço da doença já impacta o atendimento nas unidades de saúde. Nos últimos 15 dias, a média de atendimentos diários na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) passou de 302 para 448,7 pacientes após o dia 23 de março, aumento que pode estar relacionado ao crescimento dos casos de chikungunya no município.

Atualmente, 35 pessoas estão internadas em hospitais de Dourados com suspeita ou confirmação da doença, distribuídas entre Hospital Porta da Esperança, Hospital Universitário da UFGD (Universidade Federal de Dourados) e Hospital Regional, entre outras unidades.

Até o momento, foram registradas cinco mortes confirmadas por chikungunya e outras duas seguem em investigação. Todos os óbitos confirmados são de pacientes indígenas, população que ainda concentra a maior parte dos casos, embora a doença esteja avançando para outras regiões da cidade.

Nas aldeias indígenas, já foram registradas 1.996 notificações da doença, com 1.115 casos confirmados, 388 descartados e 493 em investigação, além de 227 atendimentos hospitalares.

Segundo a análise da Secretaria Municipal de Saúde, o aumento expressivo de casos e internações já provoca sobrecarga nos atendimentos da atenção primária, nas unidades de urgência e emergência e também na ocupação de leitos hospitalares. A taxa de ataque da doença no município é de 10,35 casos para cada mil habitantes, indicador utilizado para medir o risco e o impacto da epidemia sobre a população.

A Secretaria alerta que, ao longo do ciclo da epidemia, ainda deve haver aumento da demanda por atendimentos e internações, o que pode pressionar ainda mais a rede pública de saúde do município.

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