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Campo Grande, Terça-feira, 22 de Outubro de 2019

01/02/2019 20:04

Dupla que manteve reféns em agência é suspeita de integrar o Comando Vermelho

De dentro da agência, um dos suspeitos conseguiu até um advogado, contactado, supostamente pela irmã de um deles

Adriano Fernandes
Da esquerda para direita, Ezequiel e Tiago. (Foto: Divulgação Polícia Militar) Da esquerda para direita, Ezequiel e Tiago. (Foto: Divulgação Polícia Militar)

Presos depois de manterem três reféns em uma agência dos Correios em Coxim, por cerca de duas horas, Tiago Ferreira da Silva e Ezequiel de Matos Silva, ambos de 32 anos, são suspeitos de integrarem a facção criminosa Comando Vermelho.

A negociação para a soltura das vítimas, mobilizou  cerca de 25 policiais militares, além da Polícia Civil e mudou a rotina do município que fica a 260 quilômetros de Campo Grande, na tarde desta sexta-feira (01).

Os suspeitos chegaram à agência, por volta das 12h, conforme detalhou o tenente da Polícia Militar, Rogério Aquino. O tenente foi quem negociou a soltura dos reféns, que eram todos funcionários da agência.

“A primeira a ser abordada foi uma atendente. Nos fundos do local eles renderam uma outra funcionária, que foi quem chamou o gerente do local, que estava no andar de cima”, comentou o policial. Mas o número de reféns poderia ter sido maior. Quem acionou a polícia foi uma outra funcionária, impedida de entrar no local pelo gerente.

“Ela foi abordada ainda na porta, enquanto o gerente era mantido na mira dos suspeitos. Desconfiada da atitude do gerente que informou que a agência só abriria às 14h, uma hora depois do normal, ela ligou para o 190”, conta.

Imediatamente, praticamente todo o efetivo policial da cidade se deslocou ao endereço. No local, pelos fundos do prédio o tenente conta que flagrou Ezequiel com os reféns e iniciou a negociação. 

“Foram pelo menos 5 ligações. Ele estava aparentemente nervoso, contou que a intenção era apenas roubar a agência, mas ao ver que haviam sido rapidamente cercados, iriam se entregar”, comenta.

Para a soltura das vítimas os suspeitos exigiram a presença de um defensor público, mas Rogério explica que ele não foi a única pessoa com quem os bandidos conversaram, enquanto mantinham os funcionários reféns.

Da agência, Ezequiel disse que ligou para uma irmã que até conseguiu um advogado para a dupla na cidade. “O advogado, inclusive, chegou ao local depois do defensor. Quando ainda estava sendo feita a negociação”, acrescenta. As duas horas em que os três funcionários foram mantidos reféns, foram de tensão também para os moradores. Coube a Polícia Civil isolar cerca de uma quadra no entorno da agência.

Contudo, exatamente às 15h a dupla e os reféns começaram a deixar o prédio. Primeiro foi liberado uma das mulheres e em seguida a outra funcionária – com as duas armas da dupla em mãos -, e o gerente.

Ezequiel e Tiago estavam armados com um revólver calibre 38 e uma pistola falsa. Aos policiais, eles disseram que são de Primavera do Leste, no Mato Grosso, e há a suspeita de que eles integrem o CV. Os policiais também não descartam a possibilidade de que a dupla tenha tido apoio na ação. Tiago e Ezequiel estão presos da delegacia da Polícia Civil na cidade.

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