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Interior

Em oito dias, chuva supera média de julho e acumula 55 milímetros

Para agrometeorologista da Embrapa, aquecimento das águas do Pacífico em meio grau interfere no clima do centro-sul do Brasil

Helio de Freitas, de Dourados | 08/07/2015 14:23
Chuva acumulada em oito dias de julho chega a 55 milímetros em Dourados (Foto: Eliel Oliveira)
Chuva acumulada em oito dias de julho chega a 55 milímetros em Dourados (Foto: Eliel Oliveira)

Julho está sendo bem mais chuvoso que em anos anteriores no município de Dourados, a 233 km de Campo Grande. De acordo com a estação agrometeorológica da Embrapa Agropecuária Oeste, nos oito primeiros dias deste mês, a chuva acumulada chega a 55,4 milímetros, o que corresponde a 55 litros de água por metro quadrado. O volume médio de julho é de 48,2mm.

Chove todos os dias na cidade desde a semana passada. O agrometeorologista da Embrapa, Ricardo Fietz, informou ao Campo Grande News que a tendência é de um inverno bem mais úmido que em anos anteriores, já que as previsões indicam tendência de chuvas acima da média também em agosto e setembro.

Segundo ele, esse inverno chuvoso deve-se ao fenômeno El Niño, que ocorre no oceano Pacífico e influencia no clima, principalmente no centro-sul do Brasil. “As águas do Pacífico estão meio grau mais quentes, o que provoca inverno com temperaturas mais amenas e mais chuva em nossa região. Quando ocorre o contrário, ou seja, a água do Pacífico fica mais fria, sofremos os efeitos do La Niña, com invernos mais secos e mais frios”, explicou.

Fietz informou que a menor temperatura neste inverno foi registrada em Dourados no dia 16 de junho, quando os termômetros marcaram 6 graus. Segundo ele, as previsões indicam clima ameno em todo o inverno de 2015. Entretanto, uma nova frente fria deve queda de temperatura na semana que vem, com possibilidade de geada. “Para formação de geada é preciso temperatura de no mínimo 4 graus”, informou.

Safra de milho – O pesquisador da Embrapa informou que a chuvarada de julho já está atrasando a colheita de milho segunda safra na região de Dourados. Entretanto, Ricardo Fietz não acredita em prejuízo para a produção. “O produtor terá de esperar alguns dias de sol para começar a colheita, mas por enquanto não tem risco de perdas”.

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