Envolvido em assalto a lanchonete, morto pela PM era procurado em SP
Kayky Yukio Vieira Furuya foi apontado como integrante do PCC e estava com mandado de prisão em aberto
O rapaz de 22 anos que morreu ao reagir a uma abordagem da Polícia Militar na noite de segunda-feira (1º), no Condomínio Pereira Barreto, em Três Lagoas, estava foragido da Justiça de São Paulo desde março deste ano. Kayky Yukio Vieira Furuya, o "Japa", tinha contra si um mandado de prisão definitiva com quase cinco anos de pena a cumprir.
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O documento, expedido pela 1ª Vara Cumulativa de Pereira Barreto (SP), revela que Kayky havia sido condenado pelos crimes de furto e estelionato. Inicialmente, ele recebeu o benefício de cumprir a pena em regime aberto, convertida em penas restritivas de direitos, como prestação de serviços à comunidade.
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No entanto, o jovem sumiu e não atendeu às intimações judiciais, o que fez com que a Justiça decretasse a regressão para o regime fechado em 20 de março de 2026. Mesmo constando oficialmente como estudante no registro policial de Mato Grosso do Sul, Kayky já acumulava uma extensa ficha criminal que incluía passagens por homicídio, roubo e associação criminosa, além de ser apontado como integrante do PCC (Primeiro Comando da Capital).
De acordo com o boletim de ocorrência, a abordagem que resultou na morte do foragido ocorreu durante uma operação da Força Tática e do Getam (Grupamento Especializado Tático em Apoio Motociclístico) para desarticular o bando responsável por um assalto a uma lanchonete na cidade, cometido no último fim de semana. Dois comparsas de Kayky, identificados como Rafael Victor Baria da Silva, 27, e Breno de Oliveira Barboza, 26, foram presos em flagrante.
A esposa de Breno, Michele de Santana Medeiros, 30, também foi detida por ajudar a ocultar o arsenal do grupo embaixo da cama do casal, onde foram localizadas espingardas, munições e porções de maconha.
Ao localizarem o endereço de Kayky no condomínio residencial, os policiais fizeram o cerco nas escadarias. O jovem tentou fugir para o apartamento 303 e, ao receber ordem de parada, apontou um revólver Taurus calibre .32 na direção dos militares.
Segundo o registro policial, a equipe reagiu e baleou o suspeito, que foi socorrido ao Hospital Auxiliadora, mas não resistiu. A arma dele falhou em três tentativas de disparo e continha outras três munições deflagradas. No imóvel, ainda foram encontradas as roupas utilizadas por ele no assalto e documentos de outras pessoas.
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