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Campo Grande, Sábado, 16 de Dezembro de 2017

12/02/2016 18:21

Esquema de exploração sexual buscava adolescentes em fronteira

Autores atraiam as jovens prometendo emprego como garçonete

Nyelder Rodrigues

Três mulheres foram presas ontem (11) em Maracaju – cidade localizada a 160 km de Campo Grande – por favorecimento à prostituição e tráfico internacional de adolescentes para exploração sexual, além de cárcere privado, de quatro jovens paraguaias. Elas prometiam emprego como garçonete para as garotas.

Segundo a Polícia Civil, Nereide Ferreira Buchmann (48), Lilian Pires dos Santos (37) e Luciana Amaral Gomes (39), foram detidas após a PM (Polícia Militar) atender ao chamado de duas adolescentes, de 17 e 16 anos, que vieram de Pedro Juan Cabellero, no Paraguai.

Durante a ocorrência, elas informaram terem sido levadas à cidade para trabalhar em um restaurante, contudo, foram levadas para uma boate, onde foram obrigadas a realizar programas sexuais.

Em conversa com os policiais, elas ainda contaram que ao tentarem sair do local, foram impedidas pelo proprietário, que afirmou que antes disso, elas teriam que pagar uma quantia em dinheiro ou trabalhar por um mês para pagar as despesas.

Fuga - Diante da situação, as adolescentes alegaram que precisavam ir à farmácia, mas aproveitaram a oportunidade para fugir, e no bairro Nenê Fernandes, pediram ajuda à PM e ao Conselho Tutelar de Maracaju.

Após receber das jovens informações sobre as mulheres que as levaram até Maracaju, equipe da Polícia Civil conseguiu encontrar Nereide e Luciana. Já com a dupla detida, a equipe ainda foi à boate Champanhe, onde encontraram outras duas paraguaias na mesma situação das denunciantes.

Lá, a gerente da boate, Lilian, também foi presa. Roupas e pertences das vítimas estavam em um quarto onde também haviam documentos falsos, que apontavam nacionalidade brasileira e maioridade penal.

No depoimento, Nereide e Luciana contaram que levaram as garotas para trabalho como garçonete, mas não negaram ter conhecimento que as vítimas eram adolescentes e que realizassem programas sexuais no local. Elas também negaram que as garotas foram impedidas de sair dali. A dupla foi indiciada.

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