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Interior

Ex-político executado na fronteira teve corpo destroçado por mais de 400 tiros

Fuzil, metralhadora, escopeta e pistolas foram usados pelos dez pistoleiros e todos atiraram

Por Helio de Freitas, de Dourados | 07/08/2021 11:04
Corpo de Carlos Garcete caído no quarto, alvejado por dezenas de tiros. (Foto: Direto das Ruas)
Corpo de Carlos Garcete caído no quarto, alvejado por dezenas de tiros. (Foto: Direto das Ruas)

O ex-suplente de deputado paraguaio Carlos Rubén Sánchez Garcete, o “Chicharõ”, executado na manhã deste sábado (7), em Pedro Juan Caballero, cidade paraguaia vizinha de Ponta Porã (MS), teve o corpo destroçado por dezenas de tiros.

A polícia ainda não informou oficialmente quantos disparos atingiram a vítima, mas na casa, teriam sido recolhidos pelo menos 400 cartuchos deflagrados.

Segundo o médico legista, os dez pistoleiros que invadiram a casa se passando por agentes da Senad (Secretaria Nacional Antidrogas), usaram fuzis, submetralhadora, escopetas e pistolas e todos atiraram.

“Chicharõ” caiu morto em um dos quartos da casa. A empregada, os seguranças dele, a mulher e o filho do casal, de 8 anos, foram retirados da cena e tiveram a vida poupada.

O ministro do Interior Arnaldo Giuzzio, disse que a morte de Carlos Rubén Sánchez Garcete tem o selo da máfia da droga. Apesar de nunca ter sido preso por tráfico, “Chicharõ” era conhecido em Capitán Bado (seu reduto), como narcotraficante poderoso, que enviava droga de avião para o Brasil.

“Havia dados que ele financiava políticos da fronteira para que assumissem cargos importantes. Não encontramos algo que demonstre que o atentado tenha outro vínculo que não seja o narcotráfico”, afirmou o ministro.

Informações divulgadas por meios de comunicação da fronteira, revelam que policiais estão atrás dos pistoleiros. Os dois carros usados por eles foram encontrados incendiados. Quando saíam da casa, os bandidos se depararam com uma viatura da Polícia Nacional e atiraram no veículo. Um policial ficou ferido.

O grupo armado teria invadido uma fazenda perto de Pedro Juan Caballero para escapar, mas a área estaria cercada, segundo informações que circulam na fronteira.

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