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Interior

Ex-vereador é a segunda pessoa executada em dia sangrento na fronteira

Joanir Subtil Viana seguia de caminhonete pelo centro de Ponta Porã quando foi fuzilado

Por Helio de Freitas, de Dourados | 27/09/2021 14:15
Empresário e ex-vereador foi baleado e caiu morto ao lado de caminhonete. (Foto: Direto das Ruas)
Empresário e ex-vereador foi baleado e caiu morto ao lado de caminhonete. (Foto: Direto das Ruas)

O ex-vereador e agora empresário Joanir Subtil Viana, 53, é a segunda vítima dos pistoleiros que agem na fronteira seca entre Mato Grosso do Sul e o Paraguai. Ele foi executado a tiros por volta de 13h30, no centro de Ponta Porã, a 323 km de Campo Grande.

Dono de loja de pneus no distrito de Sanga Puitã, localizado nas margens da BR-463, Joanir seguia em uma caminhonete Ford F1000 verde, quando foi alvejado a tiros.

Ainda não há informações sobre os autores do crime. Ele chegou a sair da caminhonete, mas caiu no asfalto enrolado ao cinto de segurança e morreu.

Veja o vídeo:

Joanir Viana tinha sido preso com outras sete pessoas em abril de 2009, com 93 quilos de cocaína e armas. Na época, ele cumpria o mandato na Câmara de Ponta Porã. As prisões ocorreram na fazenda do vereador, no município de Ponta Porã, após avião de pequeno porte pousar na pista clandestina da propriedade rural e deixar a droga.

Ele foi condenado a 14 anos e seis meses de prisão por tráfico de drogas e cumpriu dois anos na penitenciária de Dourados. Em abril de 2012, reassumiu a cadeira na Câmara, mesmo cumprindo a pena em regime semiaberto. No mês seguinte, teve o mandato cassado por quebra de decoro.

Joanir Subtil Viana é o segundo executado hoje na linha internacional formada por Ponta Porã e Pedro Juan Caballero (Paraguai). Por volta de meio-dia, no lado paraguaio, Jorge Ortega García, 27, foi morto com tiros de fuzil por três matadores em uma caminhonete Renault verde.

Conforme o médico legista Marcos Prieto, Jorge recebeu nove tiros de grosso calibre, sendo três na cabeça e outros no peito e na barriga. Os disparos abriram o crânio da vítima e a massa encefálica ficou espalhada no chão.

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