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Campo Grande, Quarta-feira, 23 de Outubro de 2019

19/07/2019 15:49

Falsa farmacêutica vacinou até delegado antes de ser detida

Suspeita falsificou diploma e conseguiu trabalhar por dois anos na farmácia municipal da cidade

Clayton Neves
Gabriella Lorena Rodrigues de Brito, de 25 anos. (Foto: Direto das Ruas) Gabriella Lorena Rodrigues de Brito, de 25 anos. (Foto: Direto das Ruas)

Depois de trabalhar dois anos na prefeitura de Eldorado e até vacinar o delegado da cidade, Gabriella Lorena Rodrigues de Brito, de 25 anos, foi detida por falsificar diploma do curso de farmácia e atuar ilegalmente na área por pelo menos três anos. A farsa foi descoberta durante “batida” do Conselho Regional de Farmácia na unidade pública onde a suspeita prestava serviço.

De acordo com o delegado Pablo Ricardo dos Reis, responsável pelo caso, após ser informada da denúncia, equipe de investigação entrou em contato com a universidade de Araçatuba, onde Gabriella dizia ter se formado.

Lá, os agentes foram informados de que ela havia trancado o curso no terceiro período e que antes disso, seu desempenho era extremamente ruim. “Para se ter uma ideia, das oito matérias que teve no segundo ano, ela reprovou em sete.”, lembra o delegado.

 

 

Cópia do diploma falso que a falsa farmacêutica apresentava. (Foto: Polícia Civil)Cópia do diploma falso que a falsa farmacêutica apresentava. (Foto: Polícia Civil)

Além de encaminhar a relação de notas da autora, a universidade não reconheceu o diploma apresentado pela suspeita e ainda apontou pontos de falsificação no documento.

Quando voltou de São Paulo com o diploma falso, Gabrielle trabalhou durante um ano em uma farmácia de Naviraí e, logo depois, foi contratada pela prefeitura de Eldorado para trabalhar na Farmácia Municipal da cidade, onde ela prestou serviço durante um ano.

Nesse período, a suspeita chegou a aplicar doses de vacina da gripe em presos e na equipe da Polícia Civil da cidade. Agora, outra investigação será aberta para apurar como ela conseguiu ser admitida na prefeitura sem apresentar registro profissional no conselho da área. “Isso tudo foi um grande absurdo”, afirma o delegado.

Gabrielle foi ouvida e a princípio negou o crime, no entanto, ao ser confrontada com as provas enviadas pela universidade, confessou a farsa e disse que um amigo havia falsificado o diploma. Nesta quinta-feira (18) ela foi indiciada pelos crimes de exercício ilegal da profissão e falsificação de documento.

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