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Interior

Falsa oferta de emprego levou homem a encontro que terminou em decapitação

Diego foi atraído para uma residência antes de ser levado ao local do crime; preso relatou outro assassinato

Por Ana Paula Chuva | 24/08/2026 10:52
Falsa oferta de emprego levou homem a encontro que terminou em decapitação
Vítima foi amarrada, torturada e decapitada por faccionados (Foto: Reprodução)

Uma suposta oferta de trabalho em uma fazenda foi o que levou Diego Estefan dos Santos Ferreira, conhecido como “Corumbá”, até uma residência em Sonora, a 362 quilômetros de Campo Grande, onde acabou amarrado antes de ser levado ao local em que foi morto e decapitado. O corpo da vítima foi encontrado em um canavial no fim da tarde de sexta-feira (21).

RESUMO

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Cinco pessoas foram presas pelo assassinato e decapitação de Diego Ferreira, conhecido como Corumbá, em Sonora, Mato Grosso do Sul. A vítima foi atraída com uma oferta de emprego e levada a uma residência, onde foi mantida amarrada antes de ser executada em um canavial. Um dos suspeitos afirmou que a ordem partiu de um homem chamado Vicente, que alegava que Diego integrava o PCC. Durante as investigações, um dos presos confessou ter participado de outra decapitação ocorrida em 2018.

Conforme boletim de ocorrência, Diego estava desaparecido desde o dia 20 de agosto. A esposa da vítima contou à polícia que o rapaz recebeu uma ligação de um homem oferecendo trabalho em uma fazenda. A localização de uma residência foi enviada então ela o deixou no endereço indicado.

No entanto, horas depois, quando voltou para buscá-lo, foi informada pela proprietária do imóvel de que Diego havia saído de motocicleta com um homem. Depois disso, ele não foi mais visto.

 No final da tarde do dia seguinte, o corpo de Diego foi encontrado por pessoas que seguiam para pescar na região da Prainha, no Balneário Pôr do Sol. Ele estava com as mãos amarradas por uma extensão elétrica e um tecido, enquanto a cabeça havia sido deixada a cerca de oito metros do corpo.

As investigações apontaram que, depois de chegar à residência localizada na Rua 3 de Outubro, em frente ao Bar do Neco, Diego foi mantido amarrado. Em seguida, ele foi colocado no carro de Maiara Souza Alves e levado até o local do assassinato.

Segundo os depoimentos prestados à Polícia Civil, os envolvidos se revezaram nas agressões. Maycon Douglas Rezende Garcia confessou que Carlos André da Silva Vieira começou a cortar o pescoço da vítima, Jean Lucas de Araújo Cezar continuou e ele próprio participou da decapitação.

Jean, conhecido como “G2”, também confessou participação e afirmou que, antes da execução, os envolvidos fizeram uma ligação. Segundo ele, um homem identificado como “Vicente” teria dado a ordem para que a cabeça de Diego fosse arrancada, sob a alegação de que a vítima integraria o PCC (Primeiro Comando da Capital).

Além de Maycon, Jean, Carlos e Maiara, a investigação identificou posteriormente Luciano Lima dos Santos como possível coautor. Os cinco foram presos, e o MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) pediu a conversão das prisões em flagrante em preventivas.

Falsa oferta de emprego levou homem a encontro que terminou em decapitação
Corpom de Diego sem a cabeça na área de mata (Foto: Reprodução)

Outra decapitação

Durante o interrogatório, Luciano negou participação na morte de Diego e afirmou que os demais envolvidos estariam mentindo ao atribuir a ele envolvimento no crime. No entanto, conforme registrado na manifestação do Ministério Público, ele também declarou ter participado de outra decapitação, cuja vítima seria Lailla, ocorrida há cerca de oito anos.

O relato remete ao assassinato de Lailla Cristine de Arruda, de 19 anos, encontrada morta e decapitada em um canavial de Sonora, em 2018. Na época, quatro pessoas confessaram participação no chamado “julgamento” da jovem, que, segundo os envolvidos, teria sido morta por supostamente pertencer a uma facção rival.

Em 2022, a Justiça julgou nove pessoas pelo crime e elas receberam, ao todo, penas que somaram mais de 250 anos de prisão pela execução de Lailla. Luciano era um dos três adolescentes que não passaram pelo júri popular.

Os cinco envolvidos na morte de Diego passaram por audiência de custódia e o juiz Rafael Gustavo Mateucci Cassia converteu  o flagrante em prisão preventiva.

Falsa oferta de emprego levou homem a encontro que terminou em decapitação
Diego tinha passagem por tráfico e foi morto por integrantes do CV (Foto: Reprodução)


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