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Capital

Começa hoje recadastramento de 51 mil pessoas na fila da habitação

Convocados têm até 4 de setembro para atualizar os dados e evitar cancelamento do cadastro

Por Ângela Kempfer | 24/08/2026 10:23
Começa hoje recadastramento de 51 mil pessoas na fila da habitação
Recadastramento é feito no espaço Habita Mais CG, no 1º piso do Pátio Central, localizado na Rua Marechal Rondon, 1.380

Mais de 51 mil pessoas inscritas no cadastro habitacional de Campo Grande já podem atualizar seus dados a partir desta segunda-feira (24). O recadastramento começou hoje e segue até 4 de setembro. Ao todo, 51.754 inscritos foram convocados e quem não fizer a atualização dentro do prazo terá o cadastro cancelado e será retirado do banco de dados da Prefeitura.

RESUMO

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Mais de 51 mil inscritos no cadastro habitacional de Campo Grande têm até 4 de setembro para atualizar seus dados no Revalida Habita Mais CG. Quem não fizer o recadastramento terá o cadastro cancelado e perderá a antiguidade na fila por moradia. A atualização pode ser feita pelo site da Prefeitura ou presencialmente no Pátio Central, de segunda a sexta, das 8h às 18h.

A atualização faz parte do Revalida Habita Mais CG, criado pela EMHA (Agência Municipal de Habitação e Assuntos Fundiários) para revisar e reorganizar o Cadastro Geral de Habitação. Manter as informações em dia é obrigatório para continuar apto a participar das seleções dos programas habitacionais do município.

A lista com os nomes dos convocados foi publicada no Diogrande (Diário Oficial de Campo Grande) de sexta-feira (21) e ocupa praticamente toda a edição, que tem 408 páginas.

O recadastramento deve ser feito preferencialmente pela internet, no site da Prefeitura de Campo Grande. Quem tiver dificuldade ou precisar de atendimento presencial pode procurar o espaço Habita Mais CG, no 1º piso do Pátio Central, localizado na Rua Marechal Rondon, 1.380. O atendimento ocorre de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h.

O prazo termina em 4 de setembro. Considerando o período definido pela Prefeitura, são 12 dias corridos para que os mais de 51 mil convocados regularizem a situação.

Quem não atualizar perde o cadastro

A portaria estabelece que quem estiver na relação de convocados e não atualizar os dados até o fim do prazo terá o cadastro cancelado e será excluído do Cadastro Geral de Habitação.

A exclusão, porém, não impede que a pessoa volte a se inscrever futuramente. Será possível fazer um novo cadastro, desde que os requisitos exigidos naquele momento sejam cumpridos. Nesse caso, o inscrito perde a antiguidade do registro anterior e passa a contar um novo período de validade.

Pelas novas regras, cada cadastro terá validade de 12 meses a partir da inscrição ou da última atualização. Depois desse período, será necessária uma nova revalidação.

O morador também deverá informar alterações nos dados pessoais, familiares, socioeconômicos ou de contato. A EMHA poderá ainda cruzar as informações fornecidas pelos inscritos com bases de dados municipais, estaduais e federais, além de solicitar documentos e fazer outras verificações.

Atualização volta após suspensão

O início do recadastramento também marca a retomada das atualizações cadastrais, suspensas desde 10 de agosto. Segundo a EMHA, a interrupção temporária foi necessária para implantação de um novo sistema de gestão.

A previsão já era de que o serviço voltasse nesta segunda-feira, junto com o início do Revalida Habita Mais CG.

Na ocasião em que anunciou a suspensão, o diretor-presidente da agência, Cláudio Marques Costa Júnior, estimou que existiam “40 e poucas mil pessoas” cadastradas. A convocação publicada posteriormente mostrou um número maior: 51.754 inscritos.

De acordo com a agência, a nova plataforma permitirá ampliar o cruzamento de informações e reunir dados sobre regularização fundiária, unidades habitacionais e pessoas que já receberam benefícios.

A intenção é identificar inconsistências antes de futuras seleções habitacionais e aumentar o controle sobre os programas municipais.

A revisão do cadastro ocorre também em meio a questionamentos sobre imóveis destinados a programas sociais. Denúncias de venda e aluguel irregular de unidades habitacionais já provocaram cobranças de famílias que permanecem há anos na fila por uma moradia.